Polícia

Arma do crime teria sido jogada no Guaíba, revela Polícia Civil após prisão de suspeito de matar frentista na Capital

Homem de 25 anos foi preso nesta sexta-feira em Laguna, no litoral catarinense; indivíduo também possui passagens por tráfico de drogas

Homem de 25 anos suspeito de matar frentista em Porto Alegre no último domingo foi preso em Santa Catarina
Homem de 25 anos suspeito de matar frentista em Porto Alegre no último domingo foi preso em Santa Catarina Foto : Polícia Civil/Divulgação/CP

Após a Polícia Civil prender o homem suspeito de matar um frentista no último domingo na Zona Leste de Porto Alegre, os delegados Mário Souza e Thiago Carrijo detalharam as investigações e circunstâncias do crime. Em relato breve dado aos policiais, o indivíduo, que tem 25 anos e passagens por tráfico de drogas, afirmou ter jogado a arma utilizada no homicídio no Guaíba, antes de fugir para Laguna, em Santa Catarina, onde foi preso na manhã desta sexta-feira. Segundo os delegados, o homem será indiciado por homicídio qualificado.

O delegado Carrijo contou ainda que, durante a condução do preso para o Rio Grande do Sul, entre os poucos momentos de diálogo com os policiais, o homem teria questionado “como faz para entrar na Polícia Civil”. Além disso, Carrijo citou que a mulher que acompanhava o homem no momento do crime segue considerada apenas como testemunha, pois haviam se conhecido dias antes e teriam passado a madrugada em uma festa, antes de rumarem ao posto de combustíveis onde o homicídio do frentista foi consumado.

“Algumas diligências seguem sendo feitas. Nós já temos dois reconhecimentos do suspeito, um feito por um frentista e outro de uma testemunha. Nesta sexta, nós conseguimos localizá-lo escondido em Laguna. Foi um crime bárbaro, pois o trabalhador havia acabado de chegar no posto para trabalhar e, ao fazer aquilo que devia ser feito, ao não permitir que o homem entrasse no banheiro feminino, infelizmente foi morto. O preso será indiciado por homicídio qualificado, com qualificadora de motivo fútil pela desproporcionalidade da causa com o resultado”, completou Carrijo.

A ação que resultou na detenção do suspeito teve apoio da Polícia Civil de Santa Catarina. O preso tem 25 anos, três passagens por tráfico de drogas e reside na Zona Sul de Porto Alegre. O suspeito teria fugido para o estado vizinho ainda no domingo. No local, os policiais ainda realizaram buscas para localizar a arma utilizada no crime, mas ela não foi localizada. A Polícia Civil ainda realizará diligências em Porto Alegre para tentar encontrar a arma de fogo.

Além disso, o homem também teve o celular apreendido e a polícia ainda investiga a participação dele em uma organização criminosa. “O indivíduo não era uma pessoa sem antecedentes. Ele já tinha uma ficha bem considerável e utilizava, obviamente, um armamento ilegal e em um contexto de extrema violência. Nós sabemos também a facção que ele faz parte mas algumas questões ainda estão sob sigilo. Ele tirou a vida de um trabalhador e será duramente responsabilizado por isso”, completou o delegado Mário Souza, diretor do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DPHPP).

O crime

De acordo com a investigação, o homem de 25 anos seria responsável por balear e matar o funcionário de um posto de combustíveis na avenida Antônio de Carvalho, no bairro Jardim Carvalho, na manhã do último domingo. A vítima, atingida na cabeça e no peito, morreu no local.

O crime foi registrado por uma câmera de segurança. A filmagem mostra que, por volta das 9h, um casal desembarca de um veículo e caminha na área do estabelecimento. A mulher teria pedido para carregar o celular por alguns minutos. Após, ela solicitou para ir ao banheiro feminino, seguida pelo companheiro, que logo é abordado pelo frentista. Também ficou gravado o momento em que o funcionário começa a discutir com o cliente, que saca uma arma e dispara pelo menos cinco vezes.

A imagem termina com a fuga do casal. A vítima foi identificada como Ingo Patrício Tasca Nunes, de 46 anos. Ele era casado há mais de três décadas e tinha um filho e uma filha, de 19 e 11 anos, respectivamente. No dia seguinte ao homicídio, o corpo dele foi sepultado no Cemitério da Santa Casa, em Porto Alegre. Conforme o relato de familiares, Nunes teria se recuperado recentemente de um câncer e, no ano passado, de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele estaria trabalhando no posto de combustíveis para fazer uma renda extra e tirar férias com a família em Santa Catarina.