Os nomes dos suspeitos seguem mantidos em sigilo. O crime ocorreu na última sexta-feira. O tiro, segundo apurou a investigação, foi acidental. Sem dar mais detalhes, a delegada Elisabete Cristina Barreto Muller adiantou que o proprietário do revólver calibre 38 pode ser indiciado por corrupção de menores e porte ilegal de arma.
A mãe da vítima já havia perdido um filho em um assassinato e tem um terceiro preso pelo mesmo crime, lembrou a delegada. O adolescente contou à polícia que estava guardando a arma para um conhecido. A policial confirmou que o revólver, encaminhado para a perícia, não pertence à família dele. O garoto disse ainda ter pensado que a arma estava descarregada, já que ele mesmo havia tirado as balas, sendo que uma foi esquecida. Para a delegada, o crime ocorreu durante uma brincadeira.
A conclusão da investigação deve ser finalizada até o fim da semana. A tendência é de que o menino seja responsabilizado, mas, como o crime foi culposo (sem intenção), não cabe solicitar a internação no jovem na Fase, disse a policial. Ela lembrou que o caso é típico de perdão judicial, hipótese prevista na legislação quando o resultado do incidente provoca sofrimento suficiente no autor para dispensar a necessidade de punição. O benefício só pode ser concedido por um juiz.