Os nomes dos suspeitos seguem mantidos em sigilo. O crime ocorreu na sexta-feira. O tiro, apurou a investigação, foi acidental. Sem dar mais detalhes, a delegada adiantou que o proprietário do revólver calibre 38 pode ser indiciado por corrupção de menores e porte ilegal de arma.
A mãe da vítima já havia perdido um filho em um assassinato e tem um terceiro preso pelo mesmo crime, lembrou a delegada. O adolescente disse à polícia que estava guardando a arma para um conhecido, um outro adolescente que, conforme a policial, recebeu a arma do verdadeiro dono. O garoto contou ainda ter pensado que a arma estava descarregada, já que ele mesmo havia tirado as balas, sendo que uma foi esquecida. Para a delegada, o crime ocorreu durante uma brincadeira.
A conclusão da investigação deve ser finalizada até o fim da semana. A tendência é de que o menino seja responsabilizado, mas, como o crime foi culposo (sem intenção), não cabe solicitar a internação no jovem na Fase, disse a policial. Ela lembrou, ainda, que o caso é típico de perdão judicial, hipótese prevista na legislação quando o resultado do incidente provoca sofrimento suficiente no autor para dispensar a necessidade de punição. O benefício só pode ser concedido por um juiz.
O enterro do corpo da menina, baleada no rosto, ocorreu às 15h de quarta-feira, no Cemitério Santo Antão, em Encantado, no Vale do Taquari. A menina morreu no sábado, no Hospital Bruno Born, em Lajeado. A jovem era estudante da 5ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Jardim do Trabalhador.