Segundo o promotor do caso, Amilcar Macedo, caso os testes apontem que o homem enfrentava transtornos psicológicos na ocasião em que foi flagrado, ele poderá ser beneficiado pela liberdade provisória, com apoio da acusação. Foram encontradas 5 mil fotos de crianças nuas em sua casa.
Na audiência, com objetivo de ouvir testemunhas de defesa e acusação, o artista confessou ter baixado na internet fotos de conteúdo pedófilo, mas negou ter enviado o material à redes internacionais de pornografia infantil, como acusa o Ministério Público Estadual (MP). Macedo não descarta soltá-lo a partir da tese apresentada pelos advogados do réu.
"Vamos analisar o argumento apresentado, de que ele está sendo submetido a tratamento com psiquiatras e psicólogos, e de que a prisão dele impediria a recuperação e a ressocialização dele. É possível que ele solto tenha maior oportunidade de tratar essa suposta enfermidade", disse o promotor.
O MP tem informações de que o artista teria admitido à polícia que costumava observar fotos de crianças nuas para conseguir manter relações com a sua companheira, declaração contestada pelo réu na audiência. A sessão ouviu quatro testemunhas de acusação, todas policiais, e outras três de defesa, amigas do acusado, que negaram saber de qualquer vínculo dele com pedofilia.
O exame de sanidade mental no artista deve ocorrer em 15 dias e será feito no Instituto Psiquiátrico Forense. O julgamento está previsto para este semestre. Inevitavelmente, haverá condenação, já que ele confessou ter baixado imagens de pornografia com crianças, mas a pena poderá ser maior caso a Justiça decida que ele participou de redes de pedofilia.