Segundo o delegado Marco Antônio Duarte de Souza, da Delegacia de Homicídios, houve um confronto entre a vítima e seus agressores. Ele reagiu ao ataque disparando, pelo menos, uma vez, Porém, não há vestígios de que outra pessoa tenha sido ferida. O fato do automóvel ter derrubado um portão e uma coluna que o sustentava indica, em princípio, que o homem tentou escapar. “Ele (vítima) teve pouco espaço para reagir”, disse Souza. “Mas, com certeza, também disparou."
Desacerto
A Polícia calcula que a vítima tenha sido alvejada por mais de 30 tiros, que acertaram o rosto, o tórax, entre outras partes do corpo. Souza disse que os tiros no rosto teriam sido desferidos depois que o “combate estava definido”. Essa quantidade de tiros leva a crer que ocorreu algum desacerto entre a vítima e os executores. Para Souza, os que participaram o embate já se conheciam. “Preliminarmente, tudo leva a crer que eles já tenham feito alguma coisa juntos”, comentou o delegado de Homicídios. “Seja algo lícito ou ilícito, eles já tinham mantido alguma convivência."
Quanto à informação que surgiu de que as placas do Corsa seriam clonadas, Souza salientou que, preliminarmente, elas pertencem mesmo ao automóvel. O veículo, inclusive, não estaria no sistema da Polícia como roubado ou furtado. Mas apenas confrontando o com o chassi é que os policiais verificarão se tudo está legal no carro, ressaltou o delegado.
O homem tem um histórico de violência, onde aparece como suspeito de assaltos e, pelo menos, de um assassinato. Em 2007, o suposto assaltante chegou a ser preso. Na época, o catarinense era suspeito de liderar uma quadrilha que assaltava carros-forte no Rio Grande do Sul. Ele também foi indiciado porque a Polícia suspeitava de sua participação na morte do vigilante Sandro Ramiro, ocorrida durante um assalto a um carro-forte no shopping Bourbon Country, em Porto Alegre, em 2006.