Polícia

Assaltante de banco é executado com 30 tiros em Porto Alegre

Natural de Santa Catarina, homem tem antecedentes por roubo de malotes

Assaltante catarinense foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, na zona Sul de Porto Alegre
Assaltante catarinense foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, na zona Sul de Porto Alegre Foto : Miguel Noronha Jr. / Especial CP
João Carlos Marrone dos Reis, 39 anos, apontado pela Brigada Militar como assaltante de carros-forte, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, na zona Sul de Porto Alegre. Segundo a Polícia, a vítima, de Santa Catarina, ficou com o corpo crivado de balas. Os projéteis também atingiram a lataria do carro em que ele estava, um Corsa Classic, com placas de Porto Alegre. O veículo foi encontrado na avenida Oscar Pereira, quase na bifurcação com a Estrada das Furnas, no bairro Cascatinha.

Segundo o delegado Marco Antônio Duarte de Souza, da Delegacia de Homicídios, houve um confronto entre a vítima e seus agressores. Ele reagiu ao ataque disparando, pelo menos, uma vez, Porém, não há vestígios de que outra pessoa tenha sido ferida. O fato do automóvel ter derrubado um portão e uma coluna que o sustentava indica, em princípio, que o homem tentou escapar. “Ele (vítima) teve pouco espaço para reagir”, disse Souza. “Mas, com certeza, também disparou."

Desacerto

A Polícia calcula que a vítima tenha sido alvejada por mais de 30 tiros, que acertaram o rosto, o tórax, entre outras partes do corpo. Souza disse que os tiros no rosto teriam sido desferidos depois que o “combate estava definido”. Essa quantidade de tiros leva a crer que ocorreu algum desacerto entre a vítima e os executores. Para Souza, os que participaram o embate já se conheciam. “Preliminarmente, tudo leva a crer que eles já tenham feito alguma coisa juntos”, comentou o delegado de Homicídios. “Seja algo lícito ou ilícito, eles já tinham mantido alguma convivência."

Quanto à informação que surgiu de que as placas do Corsa seriam clonadas, Souza salientou que, preliminarmente, elas pertencem mesmo ao automóvel. O veículo, inclusive, não estaria no sistema da Polícia como roubado ou furtado. Mas apenas confrontando o com o chassi é que os policiais verificarão se tudo está legal no carro, ressaltou o delegado.

O homem tem um histórico de violência, onde aparece como suspeito de assaltos e, pelo menos, de um assassinato. Em 2007, o suposto assaltante chegou a ser preso. Na época, o catarinense era suspeito de liderar uma quadrilha que assaltava carros-forte no Rio Grande do Sul. Ele também foi indiciado porque a Polícia suspeitava de sua participação na morte do vigilante Sandro Ramiro, ocorrida durante um assalto a um carro-forte no shopping Bourbon Country, em Porto Alegre, em 2006.


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