De acordo com César Carrion, o roubo teve um líder e cada criminoso sabia o que deveria fazer no interior do estabelecimento, como por exemplo arrecadar o dinheiro, recolher o radiocomunicador dos vigilantes e vigiar as vítimas deitadas no chão. Alguns comportamentos demonstrados durante a ação pelos bandidos, que estavam bem vestidos, também chamaram a atenção do delegado e podem contribuir no trabalho investigativo.
Ele não descarta, inclusive, que o bando tinha informações privilegiadas, pois sabiam onde estaria o dinheiro do movimento do dia e que um carro-forte chegaria depois para recolher os valores.
Um agente da 2ª DP estava entre as dezenas de clientes que foram rendidos juntos com funcionários. Ele evitou ser identificado como policial civil ao esconder a carteira funcional na cueca e teve se conter em reagir. “Acredito que já havia outros criminosos cuidando dentro do supermercado antes do assalto”, revelou na delegacia. “O roubo durou cerca de cinco minutos”, calculou.
No momento em que estava deitado no piso, o seu celular tocou, mas soou uma música na chamada. Por sorte, alguns dias antes ele havia trocado o som de uma sirene policial. Após a fuga da quadrilha em um Audi, um Space Fox e uma moto, o agente rastreou o iPhone, levado de uma vítima, e constatou o último sinal do parelho na Zona Sul de Porto Alegre.
Durante o roubo, um cliente não entendeu direito o que ocorria e arremessou cebolas contra um dos assaltantes, que efetuou um disparo mas errou o tiro. César Carrion pretende apurar se outros roubos contra estabelecimentos comercias, registrados no bairro Menino Deus, foram cometidos pela quadrilha.