Polícia

Associação da Brigada defende projeto para não usar farda no transporte coletivo

Proposta surgiu depois da morte do soldado Márcio Ricardo Ribeiro, durante um assalto a ônibus na Capital

A Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar (Abamf/RS) solicitou nesta segunda-feira à Assembleia Legislativa a criação de uma lei para que os soldados da BM não utilizem mais farda quando estão em ônibus da região Metropolitana e no interior do Estado. O presidente do Abamf/RS, Leonel Lucas, conversou com deputados sobre a proposta que surgiu depois da morte do soldado Márcio Ricardo Ribeiro, 42 anos, assassinado durante um assalto a ônibus na zona Sul de Porto Alegre.

Segundo Lucas, a utilização de um cartão TRI e a possibilidade do policial militar andar sem farda no transporte coletivo é uma reivindicação antiga da corporação. “Não podemos ser surpreendidos pelos criminosos. Temos sim é que surpreender os bandidos”, destacou. Conforme Lucas, a categoria pretende ir a Brasília nos próximos dias discutir com o deputado Mendonça Prado (DEM/Sergipe) o projeto de lei que torna crime hediondo ações contra policiais militares e civis e agentes da Susepe.

O vereador Cássio Trogildo (PTB), autor do projeto de lei que isenta os servidores da Brigada Militar e da Guarda Municipal, desde que em horário de serviço, do pagamento da tarifa do transporte coletivo por ônibus, disse que o principal motivo do projeto é assegurar a integridade física e emocional dos policiais militares e da guarda municipal e, igualmente, evitar perdas absurdas como o caso do soldado Márcio Ricardo Ribeiro.

Para usufruir do benefício, os policiais militares não necessitam estar trajando farda, bastando apresentar qualquer documento de identificação funcional ou cartão eletrônico de passe gratuito emitido pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A proposta também permite que, mesmo isentos da tarifa, os brigadianos e guardas municipais possam utilizar os assentos nos ônibus.