Em nota oficial, a ABAMF, presidida por Leonel Lucas, lembrou que os atos de protestos nas ruas são “por mais verba para saúde, educação, segurança pública e decência na política”. A entidade defendeu ainda que a manifestação ocorra sem violência e que “os brigadianos estarão nas ruas para proteger os cidadãos de bem que buscam melhorias no Brasil e não desordem, saques e quebra-quebra”.
Para a ABAMF, os brigadianos que estão trabalhando nas ruas têm “também motivos para protestar, pois recebem o pior salário do Brasil entre as PMs”. Já a ASSTBM, conduzida por Aparício Santellano, pede que os manifestantes reconheçam os policiais militares também como cidadãos e que os atos sejam ordeiros.
Audiência em julho discutirá plano de carreira da categoria
As duas entidades estão mobilizadas ainda na audiência pública será realizada no dia 5 de julho, às 15h, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, para tratar do plano de carreira dos servidores de nível médio da Brigada Militar. O engajamento também envolve a Associação dos Bombeiros do Estado do rio Grande do Sul (ABERGS) e Associação dos Oficiais Subalternos da Brigada Militar (AOfSBM). Está prevista depois uma passeata pelas ruas do Centro de Porto Alegre, provavelmente até a frente do QG da BM.
Segundo o presidente da ASSTBM, Aparício Santellano, o plano de carreira do servidor médio da BM permitirá uma “carreira única” desde o soldado até coronel. Já o presidente da ABAMF, Leonel Lucas, acrescentou que a mobilização também é pela questão salarial. “Temos um dos piores salários do país”, destacou. Conforme Aparício Santellano, as demais categorias do funcionalismo já fizeram acordos com o governo até 2018, mas os brigadianos ainda estão de fora deste prazo.