Polícia

Associações da BM reivindicam investimentos após tiroteio em Porto Alegre

Quatro suspeitos morreram e dois PMs foram baleados

Quatro suspeitos morreram e dois PMs foram baleados
Quatro suspeitos morreram e dois PMs foram baleados Foto : Alina Souza
O confronto que resultou na morte de quatro suspeitos e deixou dois policiais militares (PMs) baleados na sexta-feira, na zona Norte de Porto Alegre, reacende uma polêmica: como é possível a polícia possuir armamento inferior ao usado pelo crime organizado. A cobrança em relação a investimentos é antiga por parte de entidades de classe da corporação e, agora, ganha força a partir do enfrentamento em frente ao Hospital Cristo Redentor, quando até um fuzil foi usado contra o efetivo.

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Para o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar (Abamf), Leonel Lucas, já passou da hora de o Estado se dar conta dessa disparidade, evidenciada no confronto de sexta. “Nesta ação podemos notar vários exemplos que indicam vantagens dos bandidos no que diz respeito a equipamentos. Primeiro: o fato de o brigadiano portar um revólver calibre 38 na cintura e o bandido disparando com fuzil, como todos viram. Houve perseguição nessa ocorrência e, portanto, temos que reparar que a Polícia circula com uma viatura com motor 1.0 e os criminosos com veículos muito mais potentes. A conclusão é que não temos materiais compatíveis com os usados pelos bandidos e está escancarada a necessidade de investimentos”, ponderou.

A mesma visão é compartilhada pelo presidente da Associação dos Sargentos e Subtenentes da Brigada Militar (ASSTBM), Aparício Santellano, O dirigente adverte que não quer ver “heróis mortos”. “Nessa ocorrência, os policiais tiveram sorte e proteção divina. Não é de hoje que nós denunciamos a falta de investimentos. A Secretaria da Segurança tem que tomar providências. Se isso não for revertido, nossos brigadianos vão seguir dia e noite correndo risco de morrer. Foi um ato heroico sim, mas repito que houve muita sorte e uma proteção sobrenatural”, analisou.

Fontes do governo do Estado negaram sucateamento da Brigada Militar e informaram, ainda, que a corporação é bem aparelhada se for comparada com corporações de outras unidades da Federação. Nesta segunda, o secretário da Segurança, Wantuir Jacini, vai se reunir para tratar do episódio de sexta. Durante a semana ele deve se pronunciar sobre o fato.