Polícia

Ataque a tiros deixa um morto em Alvorada

Vítima foi identificada como Luís Ricardo Franco Chaves, 40 anos, alvejado no entorno de lavagem automotiva no bairro Tijuca

Homem foi morto a tiros em Alvorada
Homem foi morto a tiros em Alvorada Foto : BM / CP

Um homem foi executado no início da tarde desta segunda-feira em Alvorada, na Região Metropolitana. A vítima é Luís Ricardo Franco Chaves, 40 anos, que tinha antecedentes criminais. Ninguém havia sido preso até o momento desta publicação.

O caso ocorreu por volta das 12h30min, na Rua Lima e Silva, no bairro Tijuca. De acordo com a Brigada Militar, a vítima foi alvo de tiros enquanto estava em frente a uma lavagem automotiva. Os atiradores fugiram a bordo de um automóvel.

A Polícia Civil, através do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), investiga o caso. Não é descartada a hipótese de retaliação ao atentado contra Jonas Ávila, baleado e morto na noite de domingo, na divisa com Viamão.

Segundo apuração policial, Ávila seria gerente de uma facção em Alvorada. Ele chegou a ser atendido no Hospital de Alvorada, mas não resistiu e acabou morrendo. Um familiar dele, também traficante, teria dito aos policiais que a morte do parente geraria repercussões.

Saturação de área

O comandante do 24º BPM, tenente-coronel Alexsandro Goi, enfatizou estão em vigor ações para saturação de áreas conflagradas e que pressão operacional vai recair sobre os envolvidos. As medidas contam com o apoio do 1º Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), que transferiu parte do efetivo para Alvorada.

"Em maio, Alvorada registrou apenas um homicídio. Além disso, também houve redução de todos os indicadores criminais. O mês de junho recém começou e, por isso, vamos reforçar o efetivo e garantir que as ocorrências permaneçam em queda”, afirmou o comandante do 24º BPM.

A saturação de áreas integra o protocolo estadual contra homicídios, que tem como base a teoria da dissuasão focada. O objetivo é reduzir crimes contra a vida por meio da repressão seletiva de pessoas, no caso, as envolvidas em homicídios.

Outras medidas incluem: aumento de revistas em presídios, operações contra lavagem de dinheiro, apreensões em pontos de tráfico, indiciamento de lideranças e a transferência de presos no sistema penitenciário estadual e, depois, ao sistema federal.

Dissuasão focada

O protocolo contra homicídios tem como base a teoria da dissuasão focada, que visa reduzir crimes contra a vida por meio da repressão seletiva de pessoas, no caso, as responsáveis por ordenar assassinatos.

A ideia é influenciar os mandantes para que não provoquem mortes, combinando a aplicação da lei com outras medidas, como a asfixia financeira de facções e a transferência de presos.

O criador da técnica foi o criminologista norte-americano David Kennedy. Professor da Universidade de Nova York, ele foi o responsável por aplicar a teoria nos Estados Unidos, tendo como principal exemplo Boston, onde houve redução brusca de homicídios em meados dos anos 1990.

Outro case de sucesso é a Colômbia. No ano passado, após a prática da dissuasão focada, Medellín alcançou o menor nível de violência em 40 anos.

No solo gaúcho, o Departamento de Homicídios da PC, BM e Polícia Penal são pioneiros na aplicação do método. Ao final do primeiro semestre de 2023, a tática gerou uma redução de 54,4% dos assassinatos em Porto Alegre.

A cifra foi o menor número do indicador para qualquer mês computado desde 2010, quando teve início a série histórica, o que posicionou a Capital abaixo do índice considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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