Neste ano, a ação mais violenta ocorreu em 25 de janeiro no município de Ipê. Imagens das câmaras de segurança do Banco do Brasil mostraram seis criminosos fortemente armados, que invadiram o banco e fizeram clientes e funcionários reféns em uma corrente humana.
Situações como essa foram comuns em anos anteriores. Conforme o Sindbancários, em 2010, foram 105 ataques a bancos no Rio Grande do Sul. Em 2009, foram 127. Em 2008, 153. Em 2007, foram 140, e em 2006, foi registrado o maior índice, que atingiu 170 ataques. No somatório, são 705 ocorrências em cinco anos e 50 dias.
A chamada “estatística do medo” preocupa os bancários, que estiveram presentes na posse do secretário adjunto da Segurança Pública na semana passada, Juarez Pinheiro. A intenção foi justamente pedir mais atenção ao setor. Segundo o diretor do Sindbancários Everton Gimenez, como resposta, a categoria obteve o compromisso do governo de que será retomada a força-tarefa de segurança bancária, formada por Polícia Federal, Polícia Civil, Brigada Militar e os sindicatos.
“Os bancos são os que mais lucram, mas investem pouco em segurança. Todos os equipamentos implantados foram através de leis municipais ou estaduais e sempre tentaram contestá-las na Justiça. Há muitas câmeras que não funcionam e portas detectoras de metais estragadas. Além disso, a falta de um policiamento estratégico também facilita os assaltos”, explica Pinheiro.
Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, pelo menos 18 pessoas morreram durante assaltos a bancos em todo o Brasil em 2010. Entre as vítimas, sete eram vigilantes, um era bancário e seis eram clientes. Três delas perderam a vida em roubos no Rio Grande do Sul.