Polícia

Ataques a bancos no Estado têm queda de 24% em 2013

Foram registradas 122 ocorrências durante o ano

Desarticulação de quadrilhas ajuda a reduzir ataques
Desarticulação de quadrilhas ajuda a reduzir ataques Foto : Altair Oliveira / Rádio Estação / Especial / CP
Os ataques a banco no Rio Grande do Sul, incluindo assaltos, tentativas, sequestros, arrombamentos e furtos, somam 122 ocorrências desde janeiro até a madrugada deste sábado. Em 2012 foram 161 casos no total do ano. Na comparação, a queda está cerca de 24%. Os dados fazem parte da chamada Estatística do Medo, do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários). A redução foi maior no Interior, caindo de 121 para 82 nesse período analisado.

A diminuição das ocorrências seria decorrente sobretudo das ações da Brigada Militar (BM), como reforço de policiamento nas pequenas cidades, e da Polícia Civil, com a desarticulação de quadrilhas especializadas. Na madrugada deste sábado, na Capital, o 11º BPM evitou o arrombamento dos caixas eletrônicos do Banrisul na avenida Cavalhada. As câmeras de vídeo já haviam sido tapadas pelos ladrões, que fugiram ao perceberem a aproximação da BM.

No entanto, o presidente do SindBancários, Mauro Salles, constata o retorno de uma nova e preocupante modalidade criminosa: o sequestro de gerentes e familiares. Na avaliação do dirigente, uma das medidas de prevenção dos sequestros é a ampliação dos procedimentos de segurança na abertura e acesso ao dinheiro dos cofres das agências bancárias, não dependendo apenas dos gerentes. Ele sugere que a tarefa seja feita por empresas de vigilância privada.

Outra proposta de Mauro Salles é de que o dinheiro seja retirado dos caixas eletrônicos no período noturno. A medida se faria necessária também devido ao aumento, em dezembro, dos casos de arrombamentos de caixas eletrônicos. Ele defende novas leis de proteção da atividade bancária, maior fiscalização e cumprimento da legislação, ações efetivas das autoridades e adoção de medidas de segurança pelos bancos, entre outras. “É preciso avançar mais”, defendeu, acrescentando que o objetivo é inibir e dificultar a ação dos criminosos.

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