Com a chegada do verão e o aumento das viagens durante as férias, cresce também a preocupação com a segurança das residências deixadas vazias por períodos mais longos. Para evitar que o descanso vire dor de cabeça, a Polícia Civil reforça a importância de medidas simples de prevenção, capazes de reduzir as oportunidades exploradas por criminosos.
Segundo o delegado regional de Porto Alegre, Rodrigo Bozzetto, o principal erro de quem viaja é permitir que a casa “pareça vazia”. Ele destaca que os furtos a residências, em grande parte, são praticados por criminosos que observam sinais claros de ausência dos moradores, como falta de movimentação, correspondências acumuladas e imóveis sempre escuros ou com luzes ligadas continuamente.
“O ideal é que a residência tenha aparência de estar viva. Uma casa totalmente escura ou, ao contrário, com uma luz acesa 24 horas por dia, chama atenção de quem está observando”, explica. O uso de temporizadores de iluminação, por exemplo, ajuda a simular a presença de pessoas no local.
Outro ponto destacado pelo delegado é o cuidado com a aparência externa do imóvel. Jardins sem manutenção, pátios abandonados e lixo acumulado são indícios facilmente percebidos por criminosos. “Se a viagem for longa, vale pedir ajuda de um vizinho ou contratar alguém para manter a área externa em ordem”, orienta.
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As redes sociais também exigem atenção especial. Bozzetto alerta para o que chama de “caguete digital”. Postagens em tempo real informando viagens, roteiros e períodos fora de casa também podem alertar criminosos mais atentos e qualificados. “Muitas pessoas têm perfis abertos. Ao postar fotos durante a viagem, acabam informando, sem perceber, que a residência está vazia. O ideal é deixar para publicar o conteúdo só na volta”, ressalta.
De acordo com a Polícia Civil, há tanto criminosos oportunistas quanto grupos mais organizados, que observam rotinas e monitoram informações disponíveis nas redes sociais. Ainda assim, o delegado afirma que todas as residências podem ser alvo, independentemente do padrão. “O criminoso vai onde é mais fácil. Se uma casa não tem grades, alarmes ou qualquer barreira física, ela se torna mais atrativa”, diz.
Entre as medidas recomendadas estão a instalação de alarmes, câmeras de monitoramento, além da criação de uma rede de apoio com vizinhos. Hoje, segundo a polícia, o monitoramento remoto por celular se tornou uma alternativa acessível e eficiente.
Apesar de os índices de roubos e furtos a residências na Capital estarem em queda, a orientação é não relaxar. “Mesmo com números baixos, é fundamental registrar ocorrência sempre que houver um crime. O registro permite acionar a perícia rapidamente e aumenta as chances de identificação dos autores”, completa Bozzetto.