Na manhã de quinta-feira Gouveia baleou três pessoas na porta de casa após reagir a uma tentativa de internação. Ele disparou contra um oficial de Justiça, um enfermeiro e a própria amiga, a psicóloga Silvia Helena Godin, de 45 anos, dona do sobrado onde se encontrava. O enfermeiro e o oficial estão internados na UTI dos hospitais Alvorada e Bandeirantes, respectivamente, e têm quadro estável. A psicóloga foi levada na noite de quinta para o Hospital São Camilo, mas sua família não autorizou a equipe médica a passar informações sobre seu estado de saúde. Um policial militar também foi atingido por uma bala que ricocheteou no escudo de um dos PMs que chegaram para negociar a rendição.
Rendição
Responsável por mobilizar cerca de 30 policiais, que isolaram a Rua Castro Alves, o administrador se rendeu no final da tarde de quinta-feira. Antes de ir para o 31º DP, onde ficam presos com nível superior, ele prestou depoimento no 6º DP e foi indiciado por quatro tentativas de homicídio. Na casa foram encontrados um arsenal de armas, entre revólveres, pistolas e uma espingarda calibre 12.
De acordo com especialistas, se for comprovado que Gouveia tem distúrbios psiquiátricos, ele pode ser considerado inimputável e não poderá ser condenado. Nesse caso, em vez da prisão, a Justiça aplicaria uma medida de segurança, como sua internação.