Polícia

Ativista Sininho é presa em Porto Alegre

Polícia Civil deflagrou operação contra atos de vandalismo no Rio de Janeiro

Ativista Sininho é presa em Porto Alegre
Ativista Sininho é presa em Porto Alegre Foto : Fernando Frazão / Agência Brasil / CP
A ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho, foi presa na manhã deste sábado em Porto Alegre em uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (RJ) contra atos de vandalismo cometidos em território fluminense. Segundo informações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), ela foi encontrada na casa de um familiar e seguirá à tarde para a capital carioca. A ofensiva prendeu outras 18 pessoas envolvidas nos protestos do ano passado.

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De acordo com o delegado Arthur Raldi, a prisão de Sininho ocorreu na rua General Câmara, em um prédio do Centro de Porto Alegre. Três policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) vieram especialmente do Rio de Janeiro para localizar a ativista e cumprir o mandado de prisão temporária expedido pela 27ª Vara Criminal do RJ.

Os agentes receberam o apoio de outros nove policiais da Polícia Civil gaúcha e de dois delegados, entre eles Raldi. "No primeiro momento, encaminhamos a Sininho para a sede do Deic, onde ela aguardou a chegada dos familiares e do advogado. Em seguida ela seguiu para a área vip da Polícia Federal e aguarda o embarque para o Rio no aeroporto Salgado Filho, o que deve ocorrer no final da tarde de hoje", explicou. 

De acordo com os policiais civis cariocas, Sininho é suspeita de ter negociado, por telefone e através de mensagens de texto, a compra de fogos de artifício usados nos protestos no Rio. A DRCI interceptou as conversas telefônicas da ativista mediante autorização da Justiça.

Sininho ficou conhecida após a manifestação em que o cinegrafista Santiago Andrade morreu, depois de ser atingido por um rojão enquanto trabalhava pela Band. Na época, um dos suspeitos, Fábio Raposo, indicou que ativista estaria envolvida na distribuição de dinheiro a manifestantes.



Protestos na final 

Neste domingo, há dois atos contra a Copa programados pelas redes sociais no Rio. A concentração do ato organizado pelo Comitê Popular da Copa será às 10h, na Praça Afonso Pena, na Tijuca, zona norte da capital fluminense. A final está marcada para as 16h, no Estádio do Maracanã, entre Alemanha e Argentina. O comitê tem ido às ruas desde antes do início da Copa. Entre as reivindicações do grupo, estão o fim dos despejos e remoções forçadas, a desmilitarização das polícias e democratização dos meios de comunicação.

Também no Rio de Janeiro, a Frente Independente Popular convoca, pelo Facebook, a Grande Manifestação Fifa Go Home! Não vai ter final!, com concentração às 13h, na Praça Saens Peña, também na Tijuca. O ato será contra os gastos públicos com a Copa, as remoções, a opressão de gênero e raça e segregação nos estádios. Na mesma hora e local, a Associação de Defesa da Favela Chapéu Mangueira se juntará ao protesto, com o slogan A Festa Nos Estádios Não Vale as Lágrimas Nas Favelas, contra a opressão histórica nas comunidades faveladas.

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