Familiares, médicos, entidades de classe e colegas de estudos de Graziela Muller Lerias se reuniram em uma manifestação contra a violência e em homenagem à médica de 32 anos que foi brutalmente assassinada na noite de domingo, na zona Norte de Porto Alegre. O ato começou às 16h, em frente ao Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul, na avenida Independência.
“Estamos participando do ato em solidariedade à família e à classe médica, contra a violência que paira sobre o nosso Estado. Temos medo de nos locomover para o trabalho por causa da crise na segurança pública”, diz a vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Maria Rita de Assis Brasil. “Este é um momento de reflexão e protesto pelo que aconteceu com a Grazi e pode acontecer com todos nós”, diz. Os pais de Graziela não puderam comparecer ao protesto pois estavam na formatura da outra filha, que acompanhava a irmã quando a mesma foi alvejada pelos assaltantes.
“Foi difícil convencê-la a ir na própria formatura... A família inteira está bastante inconformada com o que aconteceu, A morte da Grazi vai nos deixar um grande vazio”, desabafa Marco Antônio Mesquita Lerias, tio e padrinho de Graziela, que esteve no ato. “A Grazi estava na segunda residência em Oftalmologia, se dedicou quase 12 anos à profissão e dói muito ver tudo isso interrompido pela falta de segurança em que vivemos. Me faltam palavras para definir o sofrimento. Queremos justiça! Estamos presos em nossas casas enquanto os criminosos estão soltos”, expõe.
Aproximadamente 100 pessoas participaram do ato, segurando balões brancos e faixas, pedindo por mais segurança. O noivo de Graziela, César Menezes, está muito abalado. Ele e a mãe, sogra de Grazi, estiveram no ato com um porta-retrato do casal.
O Movimento Segurança Urgente também marcou presença na manifestação e realizou um abaixo-assinado com o objetivo de alertar para a falta de segurança no Estado. Aline Renz, integrante do movimento, disse que eles estão inquietos pela falta de segurança e que isso precisa mudar. “Vamos entregar o abaixo-assinado no Ministério Público”, explica.
Ato homenageia médica e protesta contra violência
Graziela Muller Lerias foi assassinada em Porto Alegre