Um protesto na manhã desta segunda-feira demandou punição ao condutor responsável pela morte do motociclista Ariel França Pacheco, de 29 anos, atingido por um veículo que ultrapassou um sinal vermelho na noite da última quinta, em Porto Alegre. O ato reuniu familiares, amigos e colegas de profissão da vítima, na esquina da avenida Salvador França com a rua Antônio Carlos Tibiriçá, na zona Leste, no entorno do local onde ocorreu a colisão.
De acordo com a Polícia Civil, Ariel foi atingido por um Chevrolet Ônix que, por volta das 23h, trafegava em alta velocidade. O motorista do carro, um jovem de 23 anos, não tinha carteira de habilitação. A suspeita é que ele estivesse participando de um racha com outro condutor, que já foi identificado, mas ainda não prestou depoimento.
As câmeras de monitoramento na região gravaram o momento do impacto. Nas imagens, é possível ver que Ariel é arremessado por uma distância de mais de 100 metros após ser atingido, conforme estimativa da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Ariel era casado há seis anos com July Fonseca de Oliveira. Ela conta que o companheiro trabalhava com entrega de lanches e que estava no turno de serviço quando morreu. O casal tem uma filha de cinco anos.
Na noite de quinta-feira (8), ocorreu um acidente fatal no cruzamento da Avenida Salvador França com a rua Antônio Carlos Tibiriçá, em Porto Alegre. pic.twitter.com/sOSRLSNgRw
— Correio do Povo (@correio_dopovo) November 7, 2025
“Queremos pedir justiça, para que nenhuma outra família passe por um sofrimento tão grande quanto o que estamos passando agora. Não há palavras para descrever nossa dor. Ele era jovem e tinha todo o futuro pela frente, mas teve a vida ceifada por um irresponsável. Nossa filha vai crescer sem o pai”, lamentou a viúva, com lágrimas nos olhos.
Samara França, irmã de Ariel, disse que o motorista do automóvel foi autuado em flagrante, mas liberado logo após pagar fiança. “Soltaram o motorista porque ele tem dinheiro. Pagou a fiança e foi embora, sendo atendido e liberado antes mesmo que os próprios familiares da vítima. Isso é muito revoltante, é uma humilhação”, desabafou, com voz trêmula.
Depois de terem feito uma oração em homenagem a Ariel, os participantes do ato seguiram em uma motociata rumo ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Ali, foi entregue um pedido formal de investigação do caso e de punição do responsável.