Já na Esquina Democrática, na Andradas com Borges de Medeiros, em torno do meio-dia, a homenagem foi específica ao policial militar Valdeci de Abreu Lopes, 27 anos, degolado no local por trabalhadores rurais sem-terra após conflito entre manifestantes e tropa de choque ocorrido na Praça da Matriz, no final da manhã de 8 de agosto de 1990. Os autores do crime nunca foram identificados apesar do indiciamento, como co-autores, de seis sem-terras.
Oficiais e praças aposentados compareceram também ao ato diante da placa reverenciado o brigadiano morto, na Esquina Democrática. “A ideia é que os brigadianos, principalmente os mais antigos, mantenham vivo aquele triste fato. Esse é o sentido”, explicou o coronel da reserva Paulo Roberto Mendes.
Ambas as homenagens tiveram a presença do subcomandante-geral da BM, coronel Mário Ikeda, que destacou a importância de lembrar a memória dos policiais militares mortos em serviço. “Eu acredito que a valorização do policial militar já está acontecendo aos poucos na sociedade”, observou. O oficial citou, como exemplo, que a população cada vez mais tem se aproximado dos brigadianos nas ruas para agradecer e cumprimentar pelo trabalho em prol da segurança pública. “Nossos policiais arriscam diariamente suas vidas para defender efetivamente a sociedade”, lembrou.