Polícia

Aulas em escola da Capital são retomadas após suposta agressão a professora

Vice-diretora teria tentado apartar uma briga entre a menina e outro estudante

As aulas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Jerônimo de Albuquerque, no bairro Partenon, foram retomadas, nesta sexta-feira, após um dia de paralisação. A instituição suspendeu as atividades, porque uma aluna, de 12 anos, teria agredido a vice-diretora durante uma briga com um colega. A professora teria tentado apartar os dois estudantes.

Os pais, preocupados com a situação, fizeram uma reunião com a diretora Soraia Dornelles, no início desta manhã. Ainda hoje deve ocorrer um encontro do Conselho Escolar para definir o futuro da menina. Ela pode precisar trocar de colégio. “Tem muitas mães ligando para saber o que vai ser feito, porque estão com medo. São mães dos pequenos. O Conselho Escolar é soberano e vai decidir que medidas serão tomadas”, explica.

Conforme a diretora, a escola trabalha a alguns anos com um projeto denominado "Paz é a gente que faz" e também tem ações para evitar o bullying. Conforme Soraia, os pais devem conversar em casa com os filhos sobre a violência. A principal forma de evitar novos incidentes, conforme a professora, é o diálogo.

A vice-diretora já voltou a trabalhar, após prestar queixa na Polícia Civil. A criança foi encaminhada ao Departamento Estadual da Criança e Adolescente (Deca). Apesar de ter apenas 12 anos, ela já tem ficha criminal, que inclui porte de entorpecente.

Histórico de violência escolar

Em 1999, no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, uma professora foi atingida no estacionamento por uma cadeira jogada pela janela por alunos que brigavam dentro da sala de aula. No ano seguinte, em uma escola particular da Capital, um aluno quebrou o nariz de uma docente a socos. Em Pelotas, em 2006, uma cadeirada na cabeça deixou quase cega uma professora que tentou apartar uma briga entre dois estudantes. Em 2007, em Vacaria, um professor morreu esfaqueado por um aluno.


Bookmark and Share