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Autor de chacina em Pinhal Grande é indiciado pela Polícia

Duas pessoas foram apontadas como coautoras do crime

Autor de chacina em Pinhal Grande é indiciado pela Polícia
Autor de chacina em Pinhal Grande é indiciado pela Polícia Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
O homem apontado como autor de uma chacina em Pinhal Grande, no Centro do Rio Grande do Sul, foi indiciado por quatro homicídios qualificados e por estupro de menor. Ele foi preso nessa terça-feira, em Dona Francisca, após 20 dias de buscas. Outras duas pessoas foram indiciadas pela Polícia.

O homem é suspeito de assassinar a tiros a enteada Bianca Moraes de Salles, de 16 anos, na localidade de Rincão dos Basílios, interior de Pinhal Grande. Logo depois, segundo a Polícia, ele matou Iran Gonçalves dos Santos, de 10, e Alex Cardoso, de 17, em uma parada de ônibus. Em seguida, o homem assassinou um vizinho de propriedade, Afonso Gonçalves, de 60 anos, segundo informou as investigações. O indiciamento de Ariosto é por homicídio qualificado (motivo torpe e fútil).

Conforme o delegado José dos Santos Araújo, responsável pelas investigações, Ariosto cometeu o crime de estupro contra a enteada, Bianca, o que foi confirmado no laudo de necropsia. A mãe da adolescente, Gislaine Moraes de Salles, também foi indiciada como coautora por ter se omitido no cuidado da filha. Além disso, a Polícia indiciou José Pileco como coautor na morte de Gonçalves. Assim como Ariosto, Pileco tinha suposta inimizade com a vítima por conta de uma disputa por terra.

O crime, que ocorreu em 29 de novembro, chocou a comunidade da região. Em 6 de dezembro, a Prefeitura de Pinhal Grande chegou a decretar situação de emergência, alegando dificuldades em manter a segurança da população da cidade. A administração também chegou a considerar chamar a Força Nacional de Segurança.