Polícia

Autores de chacina na zona Norte simularam ser policiais civis, afirma delegado

Assassinos usaram roupas semelhantes aos agentes de segurança para invadir a casa das vítimas

Crime ocorreu no fim da madrugada desta terça-feira, no bairro Sarandi
Crime ocorreu no fim da madrugada desta terça-feira, no bairro Sarandi Foto : Álvaro Grohmann / Especial / CP
Os criminosos que mataram quatro pessoas na zona Norte de Porto Alegre, na madrugada desta terça-feira, simularam serem policiais civis ao invadir a casa das vítimas, conforme a investigação. Segundo o delegado Leandro Araújo, as vítimas foram rendidas por um grupo armado, alguns encapuzados, que simularam serem agentes de segurança no momento da invasão da moradia.

A motivação da chacina é desconhecida. “Segundo moradores da região, seriam mais de 20 criminosos”, destacou. “Foram muitos disparos contra os corpos das vítimas”, observou, citando o recolhimento de cartuchos de calibres 556 e 9 milímetros. “Podem ter mais armas nas execuções”, afirmou. 

O crime ocorreu em uma casa situada em um dos becos da rua Francisco de Medeiros, na vila Brasília, no bairro Sarandi. Quatro vítimas foram executadas após serem retiradas à força e baleadas no lado de fora. Elas foram identificadas como Juliano Santos dos Reis, 17 anos, Douglas da Conceição Garcia, 18 anos, Dênis Fabrício dos Santos Borssato, 22 anos e Jair Silva dos Santos, 39 anos.

Policiais militares do 20º BPM e da Força Nacional compareceram no local após o telefone 190 da Brigada Militar receber inúmeros relatos de moradores sobre um intenso tiroteio na região. Os tiros podiam ser ouvidos em todo o bairro Sarandi, inclusive nas proximidades do Triângulo da Assis Brasil.

Quem ouviu os disparos não quer se identificar, mas conta a angústia do momento. “Estava saindo de casa. Foram muitos tiros”, recordou um rapaz. “Ouvi rajadas de tiros. Foi assustador, bem intenso”, contou uma jovem. 

O Departamento de Criminalística realizou a perícia no local e o departamento médico legal recolheu os corpos. Agentes da equipe volante da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa foram para a área em busca de informações.  O caso será invstigado pela 3ªDPHPP.