Polícia

Autorização de funcionamento da empresa Reação é cancelada

Descredenciamento ocorreu por falta de requisitos legais, segundo PF

A empresa de segurança Reação teve sua autorização para funcionamento cancelada. Segundo a Polícia Federal, o descredenciamento ocorreu por falta de requisitos legais. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo superintendente da PF no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, à Rádio Guaíba. "Essa empresa não pode participar de nenhum tipo de licitação ou oferecer serviços, não pode funcionar", disse.

A empresa é investigada por suposto esquema de propina na Secretaria Municipal da Saúde. Das oito pessoas indiciadas pela morte do ex-secretário da pasta Eliseu Santos, duas são ligadas à Reação: Jorge Renato Hordoff Mello e Marcelo Pio Machado, atualmente presos no Presídio Central.

Conforme o Ministério Público, ao descobrir suposto caso de corrupção, Eliseu Santos rompeu contrato com a empresa. O prejuízo teria sido de mais de R$ 1 milhão. Segundo os promotores, a quebra do contrato seria uma das razões para a contratação de quatro criminosos de Sapucaia para executar o ex-secretário.

A morte ocorreu no mesmo dia em que o esquema de propina foi denunciado pelo MP à Justiça. Em depoimento na Câmara de Vereadores, Jorge Renato Hordoff de Mello disse que o dinheiro – que teria sido cobrado pelo ex-assessor da prefeitura Marco Antônio Bernardes para manter contratos da empresa e a prefeitura – seria destinado a caixas de campanha do PTB.