Polícia

Autorizada quebra do sigilo telefônico de sargento morto

PM Ariel da Silva foi atingido por disparos efetuados por policiais civis do Paraná

A justiça gaúcha autorizou a quebra do sigilo telefônico do sargento Ariel da Silva, de 40 anos, morto em confronto com policiais civis do Paraná em 21 de dezembro, em Gravataí. Conforme a Corregedoria da Polícia Civil, o objetivo é saber se o oficial recebeu ou efetuou ligação suspeita do aparelho celular, já em poder da polícia, antes do crime. O corregedor Paulo Rogério Grillo explica que testemunhas que disseram estar com Ariel momentos antes do ocorrido, em uma confraternização, relataram que o sargento, de folga, aparentava descontração. “Amigos de Ariel disseram que ele estava bem, não havia bebido e não teria nenhuma ação policial a cumprir após o encontro', relatou Grillo.

A reconstituição simulada dos fatos que culminaram com a morte de Ariel da Silva está marcada para 12 de janeiro. O trabalho ocorre a partir da meia-noite, com a presença dos três policiais paranaenses envolvidos no caso, que voltarão ao Rio Grande do Sul. Um dia antes, está marcado o depoimento do delegado regional metropolitano Leonel Carivalli, que admitiu ter atirado em direção ao carro em o agricultor paranaense Lírio Persch era retirado do cativeiro, horas depois do confronto entre os civis e o PM gaúcho.

Segundo o corregedor Paulo Rogério Grillo, os inquéritos sobre ação desastrosa que resultou em duas mortes devem ser concluídos até o dia 25. Os laudos do Instituto de Criminalística (a perícia dos locais dos crimes e o exame de balística) e do Instituto Médico-Legal (laudo de necropsia) devem ser finalizados até o fim da semana.

Lírio Persch e um amigo foram atraídos pela quadrilha a Gravataí por um anúncio pela Internet de uma máquina agrícola abaixo do preço de mercado. Sem avisar as autoridades gaúchas de Segurança, os policiais civis paranaenses patrulhavam a região de Gravataí, na madrugada de 21 de dezembro, quando entraram em confronto com o sargento gaúcho. Na tarde do mesmo dia, a BM e a PC do Rio Grande do Sul entraram na investigação e, por acaso, descobriram o cativeiro em que Lírio e o outro agricultor eram mantidos reféns. No confronto, o sequestrado foi baleado e morreu.

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