A reconstituição simulada dos fatos que culminaram com a morte de Ariel da Silva está marcada para 12 de janeiro. O trabalho ocorre a partir da meia-noite, com a presença dos três policiais paranaenses envolvidos no caso, que voltarão ao Rio Grande do Sul. Um dia antes, está marcado o depoimento do delegado regional metropolitano Leonel Carivalli, que admitiu ter atirado em direção ao carro em o agricultor paranaense Lírio Persch era retirado do cativeiro, horas depois do confronto entre os civis e o PM gaúcho.
Segundo o corregedor Paulo Rogério Grillo, os inquéritos sobre ação desastrosa que resultou em duas mortes devem ser concluídos até o dia 25. Os laudos do Instituto de Criminalística (a perícia dos locais dos crimes e o exame de balística) e do Instituto Médico-Legal (laudo de necropsia) devem ser finalizados até o fim da semana.
Lírio Persch e um amigo foram atraídos pela quadrilha a Gravataí por um anúncio pela Internet de uma máquina agrícola abaixo do preço de mercado. Sem avisar as autoridades gaúchas de Segurança, os policiais civis paranaenses patrulhavam a região de Gravataí, na madrugada de 21 de dezembro, quando entraram em confronto com o sargento gaúcho. Na tarde do mesmo dia, a BM e a PC do Rio Grande do Sul entraram na investigação e, por acaso, descobriram o cativeiro em que Lírio e o outro agricultor eram mantidos reféns. No confronto, o sequestrado foi baleado e morreu.