Em uma das ligações interceptadas, uma mulher explica a um homem que ele deve ir para a Ilha dos Marinheiros, em Porto Alegre, onde receberia R$ 1,2 mil. Segundo o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Zucco, o dinheiro seria o pagamento de um homicídio. No mesmo áudio, outro homem diz ao suposto assassino que ele deve entregar uma Fiorino.
“Presos do regime semiaberto eram contratados para executar as mortes”, explicou Zucco. Dois homens combinam, em outra ligação, o horário em que ocorreria outro crime: “Tá formado. A Ana e outro gurizão. Aí, 22h tu me dá um toque para nós ...*. Daí tá tranquilo. Só me dá um toque antes, para nós saltar aqui.”
Na terceira ligação, um homem pergunta a outro se o carro e “os brinquedos tão na mão”, provavelmente se referindo a armas. Um deles explica que confia nele, mas não conhece a pessoa que vai junto. O primeiro homem então responde: “Mas o cara é meu pessoal, é nós. Família, entendeu?” Em seguida, uma mulher entra na ligação. Ela explica que o criminoso será pego em uma parada de ônibus: “Qualquer coisa, vocês tão pegando uma carona”. Eles acertam o endereço e um dos bandidos diz à mulher que o local é perigoso.
No quarto áudio, duas pessoas conversam sobre carros e dinheiro. Eles falam em código e usam palavras como caminhada e estacionamento. “É só dizer, que eu vou lá. Se for bom, ela paga bem”, diz um dos interceptados.