A agência bancária, situada na avenida Central, ficou destruída pelo impacto de três explosões usadas em dois caixas eletrônicos e o cofre. No entanto, os criminosos tiveram êxito em acessar apenas o dinheiro dos terminais. Na fuga, o bando embarcou em um Cruze, ainda não localizado, e um Voyage, encontrado abandonado depois na Serra do Umbu, em São Francisco de Paula. Miguelitos foram espalhados pelos criminosos sobretudo em frente do posto da Brigada Militar para atrapalhar a saída das viaturas em caso de perseguição. A BM e Polícia Civil foram mobilizadas na ocorrência, sendo montadas barreiras e realizadas buscas em toda a região.
O delegado Anderson Silveira de Lima observou que, durante o ataque, o motorista de um caminhão que passava pelo local foi rendido. O veículo serviu para bloquear a avenida. O ataque, que teve início por volta das 3h30min, não deixou ninguém ferido.
O Responsável pela Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o delegado Joel Wagner estimou que pelo menos cinco bandidos, armados de submetralhadora e espingardas, participaram da ação. Dois ficaram postados no lado de fora da agência bancária, incluindo que portava a submetralhadora. No interior da agência, outros dois colocaram os explosivos, ocorrendo três detonações.
A mesma agência bancária foi alvo de um ataque ocorrido em setembro de 2012, quando dois caixas eletrônicos e o cofre foram detonados por explosivos. O delegado Joel Wagner não descartava, porém, a possibilidade da quadrilha ser a mesma que atacou em agosto deste ano o Banco do Brasil em Lindolfo Collor. Na ocasião, dois terminais foram explodidos.
Uma equipe do Deic de Porto Alegre foi a Jaquirana. Segundo o delegado Joel Wagner, um dos primeiros passos da investigação é levantar uma lista de possíveis de suspeitos de envolvimento no ataque a partir de nomes de criminosos que estão principalmente em liberdade ou no regime semiaberto. Já o delegado Anderson Silveira de Lima acrescentou a análise das imagens das câmeras de monitoramento do banco e das ruas no entorno, visando identificar características físicas e modo de atuação dos bandidos. Os laudos periciais do Departamento de Criminalística, também são considerados importantes para o trabalho investigativo.