Polícia

Bando que assaltou Sicredi pretendia incendiar posto policial em Arroio do Padre

Um dos suspeitos foi preso; polícia busca outros nove

A quadrilha que assaltou o Sicredi de Arroio Padre, na segunda-feira, mapeou dois municípios da zona sul do Estado que teriam agências atacadas, de acordo com a Brigada Militar. Integravam o bando dois assaltantes de Porto Alegre, que levaram as armas de grosso calibre, e criminosos da região. Em menos de um mês, o bando estudou mapas da zona sul, rotas de fuga e a precariedade de efetivo da BM em algumas cidades. A princípio, a ação ocorreria em Arroio do Padre, onde o banco foi assaltado na segunda-feira, e Pedras Altas, onde não houve a ação. Em Arroio do Padre, a ideia inicial seria cercar o posto policial, render o único agente de serviço e depois atear fogo no local.

Porém, com a denúncia anônima recebida pelo 4ª Batalhão da Polícia Militar, um dia antes, os policiais se precaveram. Conforme o titular do Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Sul, tenente-coronel Utinguaçu Rosado, um ex-integrante da quadrilha relatou, no final de semana, detalhes sobre uma possível investida no banco Sicredi. Com isto, o comando colocou mais dois policiais no posto, o que teria feito com que os bandidos desistissem da ação ousada.
 
Ontem, em operação conjunta da BM e Polícia Civil, foram apreendidos, em Pelotas, dois coletes de uma empresa de segurança, dois revólveres, um fuzil e uma motosserra utilizada na segunda-feira para cortar um eucalipto e impedir a aproximação de viaturas da BM. O principal suspeito de liderar a quadrilha foi preso. O homem, de 28 anos, foi detido em uma casa na Rua Cleber Bezerra. A motosserra foi encontrada em sua casa. A polícia apura o paradeiro de pelo menos outros nove integrantes do bando.