O caso começou ser descoberto depois que uma doméstica de 40 anos deu entrada no Hospital da Cidade (HC), por volta das 23h30min de quarta-feira, com hemorragia semelhante à provocada por parto ou aborto. Ela admitiu para as enfermeiras que havia dado à luz naquela noite e matado o bebê, sem revelar o destino dado ao corpo.
Conselheiros tutelares de Mato Castelhano, acompanhados de policiais militares, encontraram a menina morta ontem à noite entre colchões do quarto ocupado pela doméstica na propriedade em que ela trabalha. O bebê estava dentro de duas sacolas plásticas, ainda com o cordão umbilical e, segundo a Polícia Civil, possivelmente era prematuro. Sobre a cama, havia roupas espalhadas, algumas com manchas que pareciam ser sangue.
Ontem à noite, os policiais tentaram conversar com a mulher no hospital, mas ela não conseguia responder às perguntas. Segundo o delegado Ferreira, se ficar comprovado o crime, a doméstica deve responder por infanticídio (morte de bebê logo após o parto). O dono da propriedade, um agricultor de 58 anos, disse que a mulher já tem outros dois filhos e escondeu a gravidez. A partir de hoje, o caso passa ser investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios.