A enfermeira Márcia Cambraia Calixto Carnetti, de 39 anos, e o filho do casal, Matheus, de cinco, foram mortos a golpes de faca na casa da família, no bairro Tristeza, na Sul de Porto Alegre.
O julgamento de Ênio Luiz Carnetti teve início na segunda-feira. Ele chegou a participar do juri, mas minutos depois, pediu para deixar o local e retornou para o Presídio Central, onde já cumpria prisão preventiva.
De acordo com a promotora Lúcia Helena, a ausência do réu reforçou a autoria de Carnetti no duplo homicídio. "Causa surpresa a decisão do réu. Ele abdicou do direito de ser interrogado, de esclarecer os fatos. É um crime que chocou a todos nós”, avaliou. Além de Lúcia Helena, o promotor Eugênio Paes Amorim também é responsável pelo caso.
Em meio ao processo, algumas qualificadoras da acusação caíram. O bioquímico respondeu por duplo homicídio qualificado por motivo torpe (ciúmes de Márcia) e por recurso que dificultou a defesa da vítima (o filho Matheus foi morto enquanto dormia). A pena máxima podia chegar a 60 anos de cadeia.
A promotora Lúcia Helena comentou a sentença aplicada ao bioquímico:
"Tivemos uma pena acima da expectativa" destaca promotora @callegari_de @RdGuaibaOficial pic.twitter.com/g6fxv0NYxm
— Lucas Rivas (@lucas_rivas) 20 de junho de 2017