Daniele havia sido obrigada a manter os vidros com insulfilm fechados e o farol aceso, o que despertou a desconfiança da polícia. Eles também acharam que a vítima estava drogada, pelas feições do rosto. "Pela expressão dela, vi que havia algo errado. Mandei parar, ela vacilou e só obedeceu quando reforcei o aviso", diz o sargento Luiz Carlos Melo, que fez a abordagem.
"Eu estava pálida, com os olhos arregalados. Os sequestradores me cutucaram com a arma e mandaram continuar reto", conta Daniele. "Mas, quando eu parei, abri a porta e desci devagar. Como vi que nada aconteceu, saí correndo e gritei para os policiais: 'É sequestro, é sequestro'. E me escondi atrás da última viatura".