Polícia

Bloco da Segurança Pública considera que paralisação teve êxito

Entidades disseram que houve adesão de várias categorias ao movimento

Entidades ligadas ao setor da segurança disseram que protesto foi bem sucedido
Entidades ligadas ao setor da segurança disseram que protesto foi bem sucedido Foto : Guilherme Testa
O Bloco da Segurança Pública, que reúne as entidades de classe da Polícia Civil, Brigada Militar, Superintendência dos Serviços Penitenciários e Instituto Geral de Perícias, avaliou como vitorioso o movimento deflagrado com paralisação e operação padrão em todo o RS.

“Chamamos a atenção da sociedade para o problema da segurança pública”, afirmou o presidente da Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), Flávio Berneira, destacando que os agentes penitenciários mantiveram apenas os serviços essenciais nas casas prisionais. “Há um sentimento de revolta e indignação”, constatou.

Já o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm) , Isaac Ortiz, ressaltou o apoio dos delegados ao movimento dos agentes. “A Polícia Civil paralisou totalmente”, assegurou, confirmando que somente os casos mais graves foram atendidos. “Mesmo com ameaças do governo, a categoria não se intimidou. Estamos do lado da população e que o governo pare de brincar com a segurança pública”, frisou.

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O presidente da Associação dos Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Abergs), Ubiratan Sanderson, assinalou que os bombeiros permaneceram de prontidão para ocorrências de incêndio e salvamento, mas não ocorreu por exemplo os serviços de vistorias e atendimentos referentes ao plano de prevenção e proteção contra incêndio. Já o presidente do Sindiperícias, Henrique Bueno Machado, lembrou que o problema da segurança pública ultrapassa a questão do atraso e parcelamento dos vencimentos dos servidores. Na sua opinião, o governo não investe no setor e, por isso, é o responsável pela atual situação de criminalidade e violência no RS.

O presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), Leonel Lucas, considerou positiva a mobilização. Em Porto Alegre, citou como exemplo, nenhum policial militar esteve registrando ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, no Palácio da Polícia. No entanto, ele garantiu que os crimes mais graves foram atendidos pela BM.

O dirigente ficou surpreso com a presença reforçada de brigadianos na área central da cidsde, pois recordou que normalmente o número de efetivo é menor. “Vamos então fazer paralisação todo os dias”, brincou. Por sua vez, o presidente da Associação dos Sargentes, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (Asstbm), Aparício Santellano, declarou que a situação dos brigadianos é “massacrante” pois deixam suas famílias em casa sem as mínimas condições de sobrevivência.