De acordo com Maciel, dois grupos se envolveram em um confronto, na rua Sarmento Leite, onde ocorria a festa. A Brigada Militar (BM) foi acionada e quando chegou ao local, separou os grupos que estariam brigando a socos e pontapés. Havia, de acordo com o oficial, um grupo maior que o outro. “ Quando os policiais militares (PMs) separaram os grupos, o que tinha mais integrantes queria que os oponentes fossem presos”, contou o tenente-coronel.
O coronel disse que não era caso para prisão e sim para termo circunstanciado. Nesse momento, um dos integrantes do grupo que exigia a prisão dos outros teria se dirigido aos PMs de forma desrespeitosa. Ele foi detido juntamente com outros jovens. O grupo foi encaminhado à sede do 9º BPM. No início da manhã, os estudantes fizeram exame de corpo delito no Departamento Médico Legal (DML) e prestaram queixa no Palácio da Polícia.
Os alunos têm uma outra versão para o episódio. Eles alegam que teriam sido agredidos. “Os policiais chegaram sem conversar, me arrastaram, me algemaram e me agrediram”, contou um deles, de 22 anos. “Para um dos colegas, um PM engatilhou a espingarda e ameaçou atirar”. Conforme o relato de testemunhas, também teria havido violência policial contra outros jovens.