Os veículos estavam sendo preparados para receber equipamentos de uso policial, como giroflashes e rádio-comunicadores, além do devido emplacamento. Há várias suspeitas sobre a origem do incêndio: que o fogo foi provocado por um artefato lançado de fora para o interior da Academia; que alguém tenha ingressado no local e iniciado o incêndio; ou que tenha ocorrido um curto-circuito em um dos veículos, após a instalação de algum equipamento, que possa ter causado superaquecimento em uma das baterias e iniciando o fogo.
Em entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira, o chefe da Comunicação Social da BM, major Leandro Balen, garantiu que há segurança na área da Academia de Polícia Militar. "A Academia é um quartel, ela tem postos de guarda na entrada e patrulhas no interior. A Academia tem três hectares de área, existiam 15 policiais militares em serviço. Ela é um local guarnecido, tem uma portaria de entrada tanto pelo lado da Aparício Borges quanto pela rua do presídio, onde fica o Batalhão de Operações Especiais. Dentro da academia, por ser uma área muito extensa, é feito o patrulhamento a pé", explicou.
O fogo começou aproximadamente às 23h30min dessa segunda-feira e foi controlado nos primeiros minutos da madrugada pelo Corpo de Bombeiros, que deslocou duas unidades até o local. No ano passado, duas viaturas foram incendiadas no pátio da Secretaria Estadual da Segurança Pública com coquetéis molotov jogados da avenida Castelo Branco por cima do muro. O caso permanece sem solução.