"Há a possibilidade de que eles estejam na área, até pelo relato das vítimas que foram resgatadas, de que eles estariam com dificuldades de logística, perdidos, cansados e com falta de alimentação", observou o policial. Os policiais trabalham com a possibilidade de que o grupo busque sair do local onde estaria escondido durante esta manhã, procurando um veículo ou uma residência. "Nossa ideia é mantermos eles no terreno, ganharmos deles pelo cansaço", explica Amaral.
As imagens do circuito interno da fábrica assaltada mostram um grupo de oito assaltantes em ação. Três deles foram mortos em confronto com a Brigada Militar, entre eles o foragido número um do Rio Grande do Sul, Elisandro Rodrigo Falcão. A identidade dos outros cinco já é conhecida pelos policiais, mas não foi divulgada.
O grupo permanece armado. "Como foram apreendidos fuzil e pistolas de uso restrito, como a .45 e a 9mm, e pelos cartuchos que foram apreendidos no local da ocorrência, com certeza eles estão de posse de armamento longo, como fuzil, e uma infinidade de pistolas de diversos calibres", afirma Amaral. As buscas aos suspeitos devem ser intensificadas nas próximas horas pela região. Durante a manhã, uma reunião com o Comando-Geral da BM irá avaliar a operação e a possibilidade de manter as barreiras. "Até porque nós dependemos do apoio de efetivos que têm que ser deslocados de outros lugares", observou o capitão.