Polícia

BM anuncia reforço do patrulhamento em escolas públicas de Porto Alegre

Medidas são planejadas para coibir violência no entorno das instituições de ensino

Medidas são planejadas para coibir violência no entorno das instituições de ensino
Medidas são planejadas para coibir violência no entorno das instituições de ensino Foto : Alina Souza
A Brigada Militar anunciou, nesta quarta-feira, o reforço do policiamento ostensivo no entorno das escolas públicas de Porto Alegre. A ação foi determinada após reunião com as secretarias da Educação, Segurança Pública e de Justiça e Direitos Humanos em que foram apontadas as regiões que registram maiores índices de ocorrências.

Além do reforço no patrulhamento, a Brigada Militar também irá empregar bases móveis nas zonas de maior carência social da Capital. Também são estudadas alternativas que poderão ser adotadas em breve, como a instalação de câmeras de monitoramento no entorno de escolas e a integração do sistema ao Centro Integrado de Comando e Controle Regional da Secretaria da Segurança Pública.

As ações de prevenção à violência já realizadas pela Secretaria da Educação e pelos órgãos de segurança, como as Cipaves (Comissões Internas de Prevenção a Acidentes e Violência no Âmbito Escolar), o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) e o Anjos da Lei, serão intensificadas.

A reunião desta tarde foi motivada pelos recentes casos de violência registrados. O principal deles ocorreu na própria escola Érico Veríssimo, invadida no último final de semana por criminosos que furtaram notebooks, máquinas fotográficas e computadores que registravam imagens das câmeras de segurança. O grupo também depredou equipamentos e espalhou pó químico de extintores de incêndio em cerca de 30 salas.

O recesso escolar, que iniciaria a partir desta quinta-feira, começou na segunda-feira na Escola Érico Veríssimo. Para que as aulas possam ser retomadas no mês de agosto, a Secretaria da Educação deu início ao processo de contratação de uma empresa especializada para realizar a limpeza do prédio. Técnicos da pasta também elaboram o levantamento dos prejuízos.

"Vamos repassar à direção da escola recursos através da autonomia financeira, até o limite de R$ 150 mil (máximo permitido pela modalidade licitatória carta-convite). Este dinheiro será utilizado para reparos na estrutura e para a aquisição de equipamentos que foram destruídos", afirma o secretário de Educação, Luís Alcoba.