A Polícia Civil confirmou que sete dos nove reféns levados para o matagal pertencem à mesma família. Ao todo, dois homens, quatro mulheres e uma menina de 11 anos da família permanecem desde a madrugada sob a mira das armas criminosos. Produtores rurais da região, as vítimas residem em uma colônia situada na localidade de Linha 14 de Julho. A casa foi invadida por cerca de quatro homens na madrugada.
Com pouco mais de 4 mil habitantes, a cidade está "unida torcendo por um desfecho feliz", afirmou o prefeito Constante David Bianchi (PMDB), que apelou por uma libertação pacífica das vítimas.
O cerco ocorre em uma área de mata fechada da região, o que dificulta o trabalho da Polícia.
A polícia continua o cerco na região e conta com o auxílio de um helicóptero nas buscas aos criminosos | Crédito: Divulgação/BM/CP
Assalto frustrado
Na madrugada deste domingo, três criminosos morreram ao trocarem tiros com a polícia após usarem explosivos para arrombar uma fábrica de joias. A polícia confirmou que um deles é Elisandro Rodrigo Falcão, o bandido mais procurado do Rio Grande do Sul. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial. Segundo a BM, Falcão estava fortemente armado, com colete e luvas. Os outros dois bandidos mortos teriam sido identificados como Sergio Antonio Ritter e Paulo César da Silva. Dois policiais ficaram feridos na ação. De acordo com o coronal Altair de Freitas, um passa bem após ser atingido na perna. Já o outro foi alvejado no braço e passa por uma cirurgia.
A polícia estima que até 10 bandidos, inclusive mulheres, tenham participado do ataque, por volta das 2h. No final da madrugada, o Grupo de Ações Táticas Especiais da Brigada Militar (Gate) chegou à cidade para ajudar nas buscas e explodir quilos de dinamite encontrados com os bandidos. Técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) tentam localizar indícios que contibuam para a identificação dos assaltantes foragidos. Dois sacos com joias levados pela quadrilha foram recuperados.
Para a Polícia Civil (PC), Falcão era um dos líderes da quadrilha responsável por 90% dos ataques a bancos com o uso de explosivos no Estado em 2012. No último dia 22, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu três integrantes do grupo.
Conforme a Delegacia de Repressão de Roubos a Bancos do Deic, o bando foi o responsável crimes em cidades como Fagundes Varela, Guaporé, Canguçu, Torres, Antônio Prado e Sombrio, em Santa Catarina, além da investida contra caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal no Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), no dia 20, em Porto Alegre.
Os alvos eram preferencialmente agências do Banco do Brasil. As localidades a serem atacadas eram escolhidas levando em conta o conhecimento que o grupo tinha da região e pelo menor efetivo policial nas cidades do Interior. Os explosivos utilizados eram desviados de pedreiras e prefeituras ou trazidos de países vizinhos.
Além do dinheiro proveniente dos ataques a bancos, o grupo chegou a praticar roubo de cargas para possibilitar a aquisição de forte armamento como fuzis AK-47, M16, AR-15, 762.