Polícia

BM espera que novas regras inibam ação de flanelinhas

Todos os guardadores de carros irregulares detidos desde ontem já foram liberados

Os primeiros 11 flanelinhas detidos pela Brigada Militar (BM) depois da divulgação das novas regras de conduta dos guardadores profissionais, feita ontem, já foram liberados e autorizados a voltar para a rua. Os profissionais agora precisam atuar identificados com colete e registro profissional. Não cabe prisão, porém, para quem atuar em desacordo com as normas. O comandante de policiamento de Porto Alegre, Atamar Cabreira Filho, disse que a aposta da BM é de que as ações constantes da corporação inibam os flanelinhas e obriguem os guardadores a registrarem-se na Superintendência Regional de Trabalho (SRT).

O oficial explicou que, mesmo quando houver reincidência da prática ilegal, a única medida disponível para as autoridades é orientar o detido a assinar um Termo Circunstanciado (TC), documento pelo qual o infrator se compromete a comparecer ao judiciário para se explicar.

Polícia quer guardadores atuem como informantes

Uma das ideias da BM é a utilização dos guardadores regulares como informantes. Segundo o coronel Atamar, desde o início do ano há conversas com a categoria no sentido de orientar os profissionais sobre a importância de uma parceria com a polícia. O objetivo é que os guardadores fiquem atentos à movimentação de ladrões de carros e denunciem à polícia a presença de criminosos. O oficial disse que um grupo está sendo convencido a atuar na zona Norte, um dos pontos de maior registro de furto e roubo de automóveis em Porto Alegre.

BM promete reforço no show de Ringo Starr


O coronel Atamar prometeu fiscalização intensa, na noite desta quinta, quando o ex-beatle Ringo Starr se apresenta no Gigantinho. Ele disse que a ação contra flanelinhas ocorre em toda a cidade e pediu para que a população denuncie casos pelo telefone 190. Mesmo admitindo que não há pessoal suficiente na BM, o oficial garantiu que as ações continuarão.

Entenda as regras novas


A partir de agora, o guardador passa a emitir um ticket, que gera um vínculo entre ele e o proprietário do veículo sob a guarda do profissional. O registro pode ser usado em um eventual processo judicial na situação de dano. A prefeitura já deixou claro que o comprovante não representa um vínculo com o poder público municipal. O uniforme dos guardadores cadastrados é composto por um jaleco preto com listras douradas e duas faixas brancas na cintura. A calça também é preta, com duas listras douradas do lado. O documento de identificação fica visível, colocado em um bolso transparente.

Na frente do jaleco é impresso o logotipo da associação, sindicato ou cooperativa ao qual pertence o guardador. Um boné, metade preto com aba amarela e duas bandeiras do Rio Grande do Sul na frente, é de uso opcional. Os guardadores também serão obrigados a trabalhar com a carteira de trabalho. Para que eles exerçam o serviço, a SRT exige certidão negativa de antecedentes na polícia.

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