Polícia

BM faz operação para localizar suspeito de estupro no Vale do Sinos

Ação ocorre em quatro bairros de Novo Hamburgo

A Brigada Militar (BM) realiza uma operação, com 18 viaturas, para localizar o suspeito de um estupro, ocorrido na semana passada, como pagamento de dívidas de tráfico, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Apesar de o governo federal afirmar que o jovem, de 19 anos, é protegido da Justiça e que estaria em outro Estado no dia do crime, policiais fazem buscas em quatro bairros da cidade nesta quinta-feira. A BM também coibe o comércio de drogas durante a ação.

Segundo o serviço de inteligência da Brigada Militar, o suspeito teria passado, nos últimos dias, por Portão e Estância Velha. A Polícia Civil e o Judiciário divergem sobre o paradeiro do rapaz. O juiz da Vara da Infância e da Juventude de Novo Hamburgo, João Carlos Corrêa Grey, disse que agentes do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM) garantem a versão de que ele não estava no Estado na sexta-feira, quando ocorreu o estupro, e segue fora do Rio Grande do Sul. No final da tarde de quarta, o juiz informou que o suspeito já teria prestado depoimento. O Judiciário e Ministério Público (MP) de Novo Hamburgo receberam, nesta quinta-feira, um ofício do MP do Distrito Federal formalizando a informação de que o suspeito estaria trabalhando em outro Estado no dia do crime.

Conforme Grey, o jovem estaria disposto a realizar exame de DNA para comprovar inocência no caso. "Ele tem conhecimento de que é suspeito e está muito abalado. É preciso que se supere a suspeita para que a polícia possa continuar a investigação", disse. Grey afirmou ter comunicado ao delegado responsável sobre o ofício que recebeu informando que o jovem está sob proteção federal. "Existe algo estranho em toda essa história, mas se querem continuar procurando por alguém sob proteção, tudo bem", finalizou.

O diretor da Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, Bolívar Llantada, afirmou que pesa contra o suspeito o testemunho de uma familiar que o teria visto em São Leopoldo na semana do crime. A versão, porém, contradiz outros dois familiares, que teriam dito que o ele está fora do Estado. Llantada afirmou ainda que a Polícia Civil tem pelo menos quatro relatos isentos da presença do suspeito no Vale do Sinos.

Os delegados Ayrton Figueiredo Martins Júnior, da 3ª Delegacia de Polícia (DP) de Novo Hamburgo, e Marco Antônio Duarte de Souza, da 1ª DP de São Leopoldo, que atuam no caso, informaram não ter recebido informações da suposta proteção do acusado. Ayrton Júnior disse acreditar que o laudo será a prova definitiva da autoria do crime.

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