Polícia

BM forma adestradores de cães de salvamento em curso inédito

Projeto atende às exigências da Fifa para a segurança da Copa de 2014

BM forma adestradores de cães de salvamento em curso inédito
BM forma adestradores de cães de salvamento em curso inédito Foto : Osmar Nólibos/Brigada Militar/Divulgação CP
Pela primeira vez no Rio Grande do Sul, a Brigada Militar (BM), através do Corpo de Bombeiros, promoveu um curso de adestrador de cães de busca e salvamento. As 244 horas/aula foram ministradas no centro de formação da BM, em Montenegro, no Vale do Caí. A iniciativa faz parte da preparação para a Copa do Mundo de 2014, sendo uma das exigências da Fifa este tipo de unidade (cães de busca e salvamento e farejadores de bombas). Porto Alegre será uma das cidades-sede, e receberá seis jogos do Mundial. As aulas ocorreram de segunda-feira a sábado, nos dois turnos. Os oito professores do curso são integrantes da Brigada Militar.

A turma, composta por 15 policiais militares - quatro sargentos e 11 soldados -, recebeu a divisa de adestrador na última segunda-feira. O emblema, com um cachorro estilizado em fundo preto, encimado por uma tocha e cruzado por dois machados, foi entregue aos formandos pelo comandante-geral da BM, coronel Sérgio Roberto de Abreu. Da turma, seis serão lotados na sede do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), em Porto Alegre.

De acordo com comandante do GBS, major Romeu Neto, os policiais serão os “professores” do cão, ensinando o animal a fazer o rastreamento de corpos em catástrofes ou na procura de bombas. Anteriormente, explica Neto, foram feitos cursos similares, mas de curta duração, e com a exigência de os alunos já terem noção de como agir em condições de desastres, além do cão estar “pronto”, ou seja: já ter treinamento na procura de corpos soterrados, por exemplo. “Neste curso, apenas exigimos que os participantes tivessem um cão para trabalhar”, contou o major. “Um cachorro fica pronto para desenvolver essa tarefa em, pelo menos, um ano”.

Para Neto, o mais interessante foi perceber a evolução, tanto do adestrador como do cão. Os formandos tiveram aulas profissionais e técnicas, que englobaram adestramento básico, adestramento operacional em áreas em colapso e em áreas rurais, orientação e sobrevivência, veterinária canina, busca e salvamento com cães, psicologia canina entre outras.

O centro de treinamento em Montenegro tem um local simulando uma área de desastre, com o prédio em ruínas e o piso formado como se tivesse ocorrido um desmoronamento. “Usamos um ambiente de desastre, o mais real possível, para os treinamentos”, disse Neto.


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