A turma, composta por 15 policiais militares - quatro sargentos e 11 soldados -, recebeu a divisa de adestrador na última segunda-feira. O emblema, com um cachorro estilizado em fundo preto, encimado por uma tocha e cruzado por dois machados, foi entregue aos formandos pelo comandante-geral da BM, coronel Sérgio Roberto de Abreu. Da turma, seis serão lotados na sede do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), em Porto Alegre.
De acordo com comandante do GBS, major Romeu Neto, os policiais serão os “professores” do cão, ensinando o animal a fazer o rastreamento de corpos em catástrofes ou na procura de bombas. Anteriormente, explica Neto, foram feitos cursos similares, mas de curta duração, e com a exigência de os alunos já terem noção de como agir em condições de desastres, além do cão estar “pronto”, ou seja: já ter treinamento na procura de corpos soterrados, por exemplo. “Neste curso, apenas exigimos que os participantes tivessem um cão para trabalhar”, contou o major. “Um cachorro fica pronto para desenvolver essa tarefa em, pelo menos, um ano”.
Para Neto, o mais interessante foi perceber a evolução, tanto do adestrador como do cão. Os formandos tiveram aulas profissionais e técnicas, que englobaram adestramento básico, adestramento operacional em áreas em colapso e em áreas rurais, orientação e sobrevivência, veterinária canina, busca e salvamento com cães, psicologia canina entre outras.
O centro de treinamento em Montenegro tem um local simulando uma área de desastre, com o prédio em ruínas e o piso formado como se tivesse ocorrido um desmoronamento. “Usamos um ambiente de desastre, o mais real possível, para os treinamentos”, disse Neto.