O 4º Batalhão de Polícia de Choque (4º BPChq) da Brigada Militar prestou uma homenagem aos policiais militares Maximiliano da Silva Argiles e Anderson de Souza Lourenço, mortos em serviço em um acidente de trânsito na BR 116, em Caxias do Sul. A manifestação recorda os dois anos da morte dos PMs, completados em 29 de outubro, e destaca a importância de preservar a memória dos integrantes da corporação.
Durante solenidade realizada, o batalhão ressaltou a saudade deixada pelos dois policiais entre familiares, amigos e colegas de farda. A homenagem também destacou o compromisso de manter vivas suas histórias e transmitir às novas gerações de policiais a trajetória dos companheiros que ajudaram a construir a unidade.
As memórias de Argiles e Lourenço permanecem presentes em espaços de homenagem do batalhão, como o Memorial aos Policiais Tombados em Serviço, a Academia 2º Sgt Maximiliano da Silva Argiles e o Corredor dos Elmos – 2º Sgt Anderson de Souza Lourenço. Segundo o 4º BPChq, esses locais mantêm os nomes dos policiais próximos da tropa e associam o reconhecimento às suas trajetórias à formação dos novos integrantes.
A corporação também manifestou solidariedade aos familiares. “Nenhuma homenagem preenche a ausência de quem se ama, mas desejamos que este gesto expresse uma certeza: seus entes queridos seguem lembrados, respeitados e reconhecidos por esta unidade”, diz nota divulgada pelo Choque.
Relembre o caso
Argiles e Lourenço morreram na noite de 29 de outubro de 2024, após uma viatura Toyota Hilux do 4º Batalhão de Polícia de Choque capotar durante uma perseguição policial na BR 116, em Caxias do Sul. O veículo colidiu com um Renault Sandero, que tinha quatro ocupantes. Os passageiros do carro não ficaram feridos.
Os dois policiais estavam acompanhados de outros dois soldados, que também ficaram feridos e foram encaminhados ao hospital. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 21h30min, na altura do quilômetro 151 da rodovia.
Na época, Argiles tinha 25 anos e era natural de Santana do Livramento. Ele havia ingressado na Brigada Militar em 2018 e era filho de um sargento da corporação. Lourenço tinha 29 anos, era natural de São Miguel do Iguaçu, no Paraná, e havia ingressado na BM em 2021. Ele deixou a esposa e um filho de 10 meses.