O grupo é responsável pela participação em 77 atividades, entre os meses de agosto e setembro de 2011. Além do bloqueio de ruas, colocação de faixas e bonecos, pneus foram queimados e até uma bomba artesanal foi instalada nas imediações do Palácio Piratini. Dos 21 policiais identificados, 20 continuam em atividade. Dois deles já estão presos, investigados pela Polícia Civil por supostamente participarem de um grupo de extermínio que pode ter matado nove pessoas de 2008 a 2011, em Alvorada.
Pelo menos oito crimes foram cometidos pelos policiais identificados, apurou a Corregedoria. O grupo responderá por formação de quadrilha, crime de incêndio, dano ao patrimônio público, prevaricação, ameaça - inclusive contra o governador Tarso Genro (em um vídeo encaminhado à TV Record) - crime ambiental, falso testemunho e falso alarme.
O coronel corregedor João Gilberto Fritz defendeu a corporação ao afirmar que, durante o período de protestos, a segurança no RS não foi afetada. Ele lembrou as manifestações no Estado da Bahia, onde os policiais militares pararam as atividades por 12 dias. Os inquéritos conduzidos pela BM foram encaminhados à 2ª Auditoria da Justiça Militar de Porto Alegre. O documento será entregue ao Ministério Público Militar, que vai analisar se as infrações serão tratadas como crimes militares. Não sendo, os inquéritos ficarão com a Justiça comum.