Um oficial do Comando do Policiamento da Capital foi designado para comandar as investigações sobre a abordagem na qual os policiais alvejaram o carro de um médico na Capital, no começo do mês.
Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado esta semana e, em 40 dias, devem ser apresentadas as conclusões. A principal dúvida que deve ser sanada durante as investigações é sobre quem falou a verdade: o médico, que se disse surpreendido ao ter o carro alvejado ao menos 13 vezes, ou os policiais do 19º BPM, que afirmam terem visto o motorista apontar uma arma de fogo em direção à guarnição durante perseguição.
Conforme o corregedor da Brigada Militar coronel Paulo Rogério Porto, o IPM deve iniciar com o encaminhamento das armas apreendidas para perícia. Depois, todos os envolvidos devem ser ouvidos, bem como testemunhas. Porto diz que já recebeu o boletim de atendimento e o relatório do comandante do batalhão e encaminhou ao responsável pelo inquérito.
O médico Alexandre Marinho Villa, que é genro do ex-comandante do Policiamento da Capital coronel Jarbas Vanin, disse que não ouviu o alerta sonoro que os policiais teriam dado e que tinha ido ao supermercado na companhia do cunhado, um menor de 16 anos. Ele também negou estar com a arma que os policiais apreenderam no momento da abordagem.
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