Polícia

BM intensifica busca a assaltantes em mata de Cotiporã

Policiais acreditam que pelo menos dois de cinco suspeitos ainda estão na região onde fizeram reféns

BM intensifica busca a assaltantes em mata de Cotiporã
BM intensifica busca a assaltantes em mata de Cotiporã Foto : André Ávila
Com a utilização de helicópteros, botes e até mesmo de imagens de satélite, a Brigada Militar intensificou, na tarde desta segunda-feira, as buscas aos criminosos que fugiram após explodir fábrica de joias em Cotiporã, na Serra Gaúcha. Os policiais acreditam que pelo menos dois dos cinco suspeitos que levaram reféns para um matagal ainda possam estar na região. Nove vítimas foram libertadas na noite de domingo, após passarem o dia todo em poder dos criminosos.

"Através do BOE (Batalhão de Operações Especiais), com grupos especializados, estamos fazendo uma varredura para verificar se os criminosos se encontram aqui ou já fugiram", relatou o comandante-geral da BM, coronel Sérgio Roberto Abreu. De acordo com ele, este trabalho deve prosseguir pelo menos até a terça-feira, caso os foragidos não sejam encontrados.

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As barreiras localizadas nas estradas que dão acesso a Cotiporã estão mantidas. Neste momento, a Brigada Militar conta com um efetivo de mais de 100 policiais no município, que foram deslocados de outras regiões. "Nosso objetivo também é permanecer aqui para dar segurança à comunidade", garantiu o comandante-geral. A operação conta com o apoio do Grupamento Aéro, Grupo de Busca e Salvamento e Comando Rodoviário da BM. "Toda a estrutura da Brigada se mobiliza para resgatar a segurança do município", ressaltou Abreu.

De acordo com o comandante da BM, o número de policiais lotados normalmente em Cotiporã, cinco, é suficiente para atender à realidade local. O prefeito da cidade, Constante Bianchi, criticou o efetivo reduzido e disse que cobrou inúmeras vezes o governo estadual sobre o tema. "O policiamento aqui é reduzido em quantidade, mas é um policiamento que atende aquela realidade local. São aqueles problemas do dia a dia da comunidade", justificou Abreu. "O que nós enfrentamos agora é uma situação diferenciada. É uma quadrilha que se mobiliza para atuar em crimes mais avançados", observou. Ainda assim, segundo ele, a Brigada Militar estava mobilizada imediatamente após o ataque, o que levou à morte de três suspeitos e à libertação dos nove reféns.

O assalto

Na madrugada deste domingo, criminosos entraram em confronto com a Brigada Militar durante assalto à fábrica de joias Guindani. O grupo usou explosivos para detonar a empresa. Três bandidos morreram no conflito com os policiais, entre eles Elisandro Rodrigo Falcão, o homem mais procurado do Rio Grande do Sul. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial.

Cerca de 20 horas depois, a Brigada Militar fez o resgate dos reféns. Agora, a polícia segue com barreiras montadas em estradas da região para capturar os assaltantes. As imagens do circuito interno da fábrica assaltada mostram um grupo de oito homens em ação. A identidade deles já é conhecida pelos policiais, mas não foi divulgada. O governador Tarso Genro confirmou que irá a Cotiporã nesta terça.


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