Há pouco mais de um mês e meio em Porto Alegre, a Força Nacional de Segurança deve permanecer na Capital pelo menos até dezembro. É o que deseja o comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Alfeu Freitas, que, em entrevista à Rádio Guaíba nesta quarta-feira, afirmou que a adaptação em novas localidades é, geralmente, por um período de dois meses, para que os profissionais conheçam os pontos cruciais de criminalidade. Apesar de novos policiais militares se formarem no final do ano, Freitas acredita que a presença dos 120 agentes da Força Nacional será indispensável especialmente em função das festas de Natal e Ano-Novo.
“Eu gostaria que a Força Nacional ficasse no mínimo até o final do ano. Já que veio, que fique até o final do ano. Porque no final do ano nós vamos formar em torno de 170 novos policiais militares. Então, nós poderíamos pegar esse policial e fazer um remanejo para que se mantenham determinadas ações. Ainda mais no final do ano quando os homicídios cometidos entre o 'pessoal que circula na droga' aumenta muito. Se a Força Nacional estiver aqui, por este período, vai nos ajudar a minimizar um pouco esse indicador”, argumentou Freitas.
Até o dia 30 de dezembro, a Brigada Militar estima finalizar a formação de 170 policiais militares (PMs). Desses, cerca de 40 são bombeiros. Além disso, mais 1,3 mil estão em processo de chamamento e devem iniciar o curso de formação em novembro. Porém, a previsão é de que os futuros PMs só se formem na metade do ano que vem.
Em relação à separação das corporações da Brigada Militar e dos Bombeiros, o coronel declarou que ainda não há uma data para isso. Portanto, toda ação do Corpo de Bombeiros ainda é subordinada ao Comando Geral da BM. Freitas acredita, no entanto, que a efetiva separação deva ocorrer no primeiro semestre de 2017.
BM quer Força Nacional em Porto Alegre até o final do ano
Comandante-geral argumenta que crimes aumentam com festas de Natal e Ano-Novo