Polícia

BM reconhece excesso e vai punir PMs após conflito com manifestantes

Servidores vão passar por reciclagem de controle de distúrbios civis em Porto Alegre

Policiais militares entraram em confronto com manifestantes
Policiais militares entraram em confronto com manifestantes Foto : André Ávila
Depois de uma mensagem contundente do governador Tarso Genro sobre o confronto entre policiais militares e manifestantes em Porto Alegre, no último dia 4 de outubro, a Brigada Militar (BM) reconheceu o descontrole de alguns policiais militares durante a ação que tentou evitar a depredação do Tatu-Bola símbolo da Copa de 2014. Nas imagens obtidas pela BM, o coronel Alfeu Freitas disse que fica clara a adoção, por alguns policiais, de procedimentos que não correspondem com treinamentos em locais de tumulto. “Não é preciso ver muitas imagens para perceber que, por parte de um ou outro PM, houve algum excesso. Nós vamos identificar e responsabilizar. Agora, a Brigada não é autoritária”, disse o comandante do Policiamento da Capital.

Internamente, todos os Batalhões da Brigada Militar vão passar por uma reciclagem a fim de que episódios de violência sejam evitados em próximas manifestações públicas. “Que todos os efetivos passem por um novo treinamento sobre controle de distúrbios civis. Alguns procedimentos (novos) para evitar algumas formas de agir como foram observadas naquele evento e que não estão preconizadas dentro da técnica policial”, reiterou o coronel.

No domingo à tarde, depois de receber denúncias formais de violação de direitos humanos, o governador Tarso Genro lançou nota à imprensa sobre o episódio do Largo Glênio Peres. “Recebi mensagens formais informando a respeito de procedimentos lesivos aos direitos humanos. Mesmo que, à primeira vista, o procedimento de um agente público não configure delito, uma atitude de prepotência e autoritarismo não pode ser aceita por qualquer governo democrático”, assinou Tarso Genro.

O governador entende que, independentemente do inquérito policial, da ação da corregedoria da BM e de aferições administrativas que estejam sendo feitas, é preciso localizar e convidar os manifestantes para que detalhem as denúncias à Ouvidoria da Segurança Pública, que fica na rua Sete de Setembro, 666, e que atende pelo número 0800-6465432.


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