A Brigada Militar (BM) suspeita de que o grupo que atacou uma agência do Banco do Brasil, em Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo, na madrugada do último dia 4, teria sido comandada pelo assaltante de carros-fortes José Carlos dos Santos, o Seco, que está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), desde 2006. Segundo o subcomandante da BM, coronel Jones dos Santos, a identificação dos membros da quadrilha confirmou os indícios.
Para o coronel Jones, Seco pode estar comandando a quadrilha por meio de contatos que ele tem com outros presos e com pessoas que vão visitá-lo. Segundo o subcomandante, é improvável que o uso de telefones no sistema carcerário esteja facilitando as ações do detento. O coronel entende que o controle da entrada desses aparelhos está mais eficaz.
Na sexta-feira, no entanto, revista realizada por agentes penitenciários encontrou uma placa de celular, cinco chips e um aparelho de telefonia móvel na Pasc. As apreensões ocorreram menos de 24 horas após a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) ter substituído o diretor da unidade, Júlio Weigel, pelo agente Ângelo Carneiro. Ainda na semana passada, a Polícia Federal informou ter desarticulado uma quadrilha coordenada por outro apenado da Pasc, Nei Machado.
Grupo colocou falsos explosivos em ponte para impedir perseguição da BM
O subcomandante da BM revelou ainda a tática utilizada pelo grupo que atacou a agência de Vale do Sol para fugir da polícia. A quadrilha estendeu fios de aço sobre uma ponte na estrada ligando o município a Gramado Xavier. Além disso, deixou uma falsa bomba sobre a estrutura. As medidas impediram o avanço dos PMs.
Segundo a Brigada Militar, no mínimo duas pessoas continuam escondidas no mato. O cerco à dupla ocorre desde quarta-feira da semana passada, quando o banco foi atacado. Duas pessoas já foram presas, na sexta-feira e no domingo.
BM suspeita que Seco tenha comandado quadrilha que atacou banco em Vale do Sol
Criminoso está detido na Pasc