A suposta ameaça de um motociclista no início dos anos 2000, rescisões trabalhistas e o interesse político da vítima servem de pistas que a Polícia Civil descubra quem foi o assassino do bombeiro Genildo de Souza, 48 anos, morto no fim de semana. O sargento recebeu um tiro no rosto quando chegava para trabalhar, em Gravataí.
De acordo com o titular da 1ª Delegacia de Polícia do município, Anderson Spier, o militar teria sido ameaçado de morte por um desconhecido e registrou o caso na polícia. Spier informou que o bombeiro também trabalhava na madeireira da mulher. A equipe de investigação tenta descobrir se houve descontentamento de algum empregado que teria sido demitido pelo casal ou se alguém estava se opondo às aspirações políticas do sargento, que já havia manifestado interesse na vida pública.
O delegado lamentou que uma câmera de vigilância instalada no quartel em que a vítima trabalhava não estava funcionando no momento do crime, já que as três hipóteses nas quais a polícia trabalha não trazem detalhes mais consistentes para a investigação. Familiares dele foram ouvidos hoje e afirmaram desconhecer a possível motivação do crime.
Por volta das 19h45min de sábado, o bombeiro foi atingido por um disparo no rosto logo depois de parar o carro, um Siena, em frente ao portão da unidade em que atuava. O sargento Genildo de Souza deixa mulher e três filhos. O enterro do policial ocorreu na tarde desse domingo, no Cemitério São Jerônimo, em Alvorada, município em que vivia.
Bombeiro morto em Gravataí teria sido ameaçado de morte
Polícia Civil investiga motivação do assassinato de Genildo de Souza