Segundo Cabral, o governo do Estado tem investido em planos de recuperação salarial e melhores condições de trabalho para todos os militares, que reivindicam reajuste. Para Cabral, os protestos têm ligações políticas. “Não negocio com vândalos. Eles responderão administrativamente e criminalmente pelo que fizeram.”
A cúpula do governo se reuniu durante cerca de cinco horas no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona Sul do Rio. Após o encontro, o governador anunciou a exoneração do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado. O cargo será ocupado pelo coronel Sérgio Simões, antigo comandante da Defesa Civil do município do Rio de Janeiro.
Protesto
A manifestação dos bombeiros começou ontem, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e passou pelas principais ruas do centro do Rio. Os manifestantes invadiram o quartel central por volta das 20h. Eles reivindicam piso salarial líquido de R$ 2 mil e vale-transporte.
No começo da manhã, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiram o quartel usando bombas de efeito moral e gás lacrimogênio. Na ação, ficaram feridos manifestantes e familiares dos bombeiros. Segundo testemunhas, a tropa de elite da PM teria disparado balas de fuzil para expulsar os manifestantes.
Com informações do Portal R7