Polícia

Bombeiros agiram como vândalos, diz governador do Rio de Janeiro

Governador anunciou prisão de 439 policiais e exoneração do comandante-geral

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, criticou a invasão dos bombeiros ao quartel militar, no centro da capital fluminense, na noite desta sexta-feira. O governador chamou os policiais de vândalos e irresponsáveis, anunciando a prisão de ao menos 439 bombeiros. “Eles não irão, de forma alguma, prejudicar a imagem de uma instituição tão respeitada e querida pelo povo do Rio de Janeiro”, disse. Os policiais detidos foram levados para a Corregedoria da Polícia Militar, em Neves, São Gonçalo, na região Metropolitana.

Segundo Cabral, o governo do Estado tem investido em planos de recuperação salarial e melhores condições de trabalho para todos os militares, que reivindicam reajuste. Para Cabral, os protestos têm ligações políticas. “Não negocio com vândalos. Eles responderão administrativamente e criminalmente pelo que fizeram.”

A cúpula do governo se reuniu durante cerca de cinco horas no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona Sul do Rio. Após o encontro, o governador anunciou a exoneração do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado. O cargo será ocupado pelo coronel Sérgio Simões, antigo comandante da Defesa Civil do município do Rio de Janeiro.

Protesto

A manifestação dos bombeiros começou ontem, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e passou pelas principais ruas do centro do Rio. Os manifestantes invadiram o quartel central por volta das 20h. Eles reivindicam piso salarial líquido de R$ 2 mil e vale-transporte.

No começo da manhã, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiram o quartel usando bombas de efeito moral e gás lacrimogênio. Na ação, ficaram feridos manifestantes e familiares dos bombeiros. Segundo testemunhas, a tropa de elite da PM teria disparado balas de fuzil para expulsar os manifestantes.

Com informações do Portal R7

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