Polícia

Bombeiros cantam hinos e protestam contra prisões no Rio

Centenas de policiais foram detidos depois de invadir o quartel central da corporação

O grupo de manifestantes que protesta contra a prisão de bombeiros na sede do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), no centro do Rio de Janeiro, não para de crescer. Já são mais de 100 pessoas que, cantando o Hino Nacional e o Hino dos Bombeiros, tentam fechar a rua Frei Caneca.

Os primeiros manifestantes autuados por motim por tomarem o quartel central da corporação deixaram o batalhão em ônibus da PM, com destino à Corregedoria dos Bombeiros, em Niterói. A cada ônibus que deixa a unidade, a tensão no local aumenta.

Um grupo da Polícia Montada, com 17 integrantes, formou uma barreira de isolamento para garantir a saída dos veículos. Soldados da PM, com escudos e capacetes, engrossaram o cordão de isolamento.

Protesto


A manifestação dos bombeiros começou ontem, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e passou pelas principais ruas do centro do Rio. Os manifestantes invadiram o quartel central por volta das 20h. Eles reivindicam piso salarial líquido de R$ 2 mil e vale-transporte.

No começo da manhã, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiram o quartel usando bombas de efeito moral e gás lacrimogênio. Na ação, ficaram feridos manifestantes e familiares dos bombeiros. Segundo testemunhas, a tropa de elite da PM teria disparado balas de fuzil para expulsar os manifestantes.

Entre 300 e 500 policiais foram detidos e levados para o Batalhão de Choque, por ordem do governador Sérgio Cabral. Eles teriam sido autuados por motim e depredação do patrimônio público, mas a informação não foi confirmada oficialmente pelo comando da Polícia Militar (PM).

Com informações da Agência Estado

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