Briga entre gerentes do tráfico motivou ataque que matou grávida em Porto Alegre

Briga entre gerentes do tráfico motivou ataque que matou grávida em Porto Alegre

Polícia Civil elucidou homicídio ocorrido na noite de 30 de abril passado no bairro Vila Nova

Correio do Povo

Renault Mégane foi abandonado em chamas pelos criminosos no Lami

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O ataque que resultou em uma grávida morta e uma outra mulher ferida foi motivado por uma desavença interna, com motivo fútil, dentro da célula de uma facção criminosa que atua no bairro Vila Nova, na zona Sul de Porto Alegre. O crime ocorreu na noite de 30 de abril passado em frente a um minimercado situado na rua João Locatelli da Silva. Um Renault Mégane, usado na ação criminosa, foi abandonado depois em chamas no bairro Lami.

O caso foi esclarecido pela 6ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (6ª DPHPP), sob comando do delegado Thiago Carrijo, após a prisão de dois dos três envolvidos. Um dos detidos havia sido localizado ferido em um hospital por ter sido baleado provavelmente pelo alvo que revidou o ataque. Ambos os presos já possuem antecedentes. Já o terceiro suspeito auxiliou a dupla e estava junto no Renault Mégane.

A vítima, de 34 anos, no sétimo mês de gestação, foi atingida na cabeça com tiro de pistola calibre nove milímetros. Ela residia ao lado do estabelecimento comercial. Já a mulher ferida, de 33 anos, é irmã do indivíduo que seria o alvo do ataque.

“Na tarde do dia 30, dois gerentes do narcotráfico tiveram uma discussão. Havia uma disputa entre esses dois indivíduos por ciúme de quem tinha maior relevância frente ao líder. Eles entraram em um atrito e depois um voltou para tentar matar o outro. Houve uma troca de tiros entre eles”, explicou o delegado Thiago Carrijo sobre a motivação do ataque durante entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira no Palácio da Polícia, na Capital. 

Conforme o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mário Souza, o próximo passo do trabalho investigativo é verificar se o líder do tráfico de drogas na área também tem alguma responsabilidade no ataque. A possibilidade dessa liderança ter sido o mandante não é descartada. “Ele pode ter autorizado”, avaliou. “Se o líder teve participação, ele vai ser responsabilizado”, assegurou o delegado Mário Souza. “Foi muito uma investigação difícil, mas nós conseguimos elucidar todo o contexto. A grávida que faleceu e a outra vítima ferida não eram os alvos principais”, enfatizou.

A investigação da equipe da 6ª DPHPP apurou que o alvo do ataque encontrava-se na condição de foragido e ainda não foi localizado. O inquérito será encerrado nos próximos dias. “Têm pequenos detalhes ainda que precisam ser esclarecidos, mas basicamente a investigação está 99% dela finalizada com dois indivíduos presos preventivamente por esse crime”, afirmou.

Na entrevista coletiva à imprensa, o Chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, destacou a integração com a Brigada Militar, através do 1º BPM, ao longo da investigação, com troca de informações. Ele observou que o local do ataque era usado pelo tráfico de drogas. Já o Comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Coronel Luciano Moritz Bueno, ressaltou também a integração entre as forças de segurança, pois “tem sido um grande diferencial para que possamos de fato resolver os problemas em Porto Alegre”.

Foto: Gilberto Alves / Record TV RS / Especial / CP Memória


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