Polícia

Brigada Militar busca criminosos que balearam tenente em Porto Alegre

Marcelo Garcez Ribeiro foi atingido com três tiros de pistola no bairro Lami

Criminosos fugiram pelos matagais da região
Criminosos fugiram pelos matagais da região Foto : Alina Souza
A Brigada Militar montou uma caçada aos dois criminosos que atiraram e feriram gravemente o tenente da reserva remunerada Marcelo Garcez Ribeiro no início da manhã desta sexta-feira no bairro Lami, no Extremo Sul de Porto Alegre. Ele foi atingido com três tiros de pistola na cabeça, no tórax e na cervical na rua A, no loteamento Jardim Floresta. A vítima tombou quase ao lado da sua caminhonete Ford Ranger que estava estacionada. O oficial foi socorrido e encaminhado em estado gravíssimo no Hospital de Pronto Socorro. Distante cerca de um quilômetro do local, um homem foi encontrado em seguida baleado e ferido no abdômen em uma parada de ônibus na Estrada do Varejão. A BM apura se o indivíduo está envolvido no ataque ao brigadiano e seria cúmplice dos pistoleiros.

Os dois criminosos fugiram pelos matagais da região. Imediatamente toda a área foi cercada por dezenas de policiais militares do 21ºBPM, 1ºBPM, 19ºBPM e até do 18º BPM de Viamão, além da tropa do 1º Batalhão de Polícia de Choque (antigo 1ºBOE) e Batalhão de Aviação da BM que enviou um helicóptero. Além de vasculharem os matos, os efetivos da BM posicionaram-se em pontos estratégicos. A reportagem do Correio do Povo acompanhou toda a mobilização.

Responsável pelo Comando de Policiamento da Capital da Brigada Militar, o coronel André Luiz Nickele Córdova disse que as circunstâncias do atentado à vida do tenente da reserva estão sendo apuradas. Ele não descartava a possibilidade do oficial ter feito alguma intervenção em algo que presenciou. “Não está claro o que houve”, ressalvou o comandante do CPC. Havia mais cedo rumores de que os bandidos teriam reconhecido o brigadiano ou pretendiam roubar a caminhonete, mas nada ficou comprovado até o momento. “Estamos no encalço deles”, garantiu o coronel André Córdova.

A Polícia Civil também compareceu no local que ficou isolado para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias. Uma grande poça de sangue ficou no chão batido da rua. O caso ficará com a 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ªDPHPP).